O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirma que a vontade do eleitor deve ser respeitada e que tentativas de constrangimento durante o primeiro turno serão reprimidas. O pronunciamento ocorre neste sábado, 3, na véspera da votação marcada para este domingo, 4 de outubro, em rede nacional de rádio e televisão.
Nunes Marques chama a eleição de “dia da liberdade do voto” e orienta candidatos e apoiadores a aceitarem a decisão de cada cidadão. Ele também recomenda que o eleitor consulte os canais oficiais da Justiça Eleitoral diante de dúvidas e verifique as informações antes de compartilhá-las.
O ministro ressalta que a urna eletrônica é usada nas eleições brasileiras há três décadas. Segundo ele, o equipamento conta com mecanismos de segurança, transparência e possibilidade de auditoria. No encerramento da votação, os dois últimos eleitores aptos de cada seção poderão acompanhar a emissão do boletim de urna, que terá um QR Code para consulta dos resultados no aplicativo BU na Mão.
Orientações para votar
A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, com adequações relacionadas aos fusos horários do país. O eleitor deve apresentar documento oficial com foto. São aceitos RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte, certificado de reservista e carteira profissional reconhecida por lei. O e-Título vale como identificação quando exibir a fotografia do eleitor; o título de eleitor em papel não é obrigatório.
Nunes Marques recomenda levar uma anotação de papel com nomes e números dos candidatos. A chamada cola eleitoral pode reduzir erros e agilizar a votação, mas celulares e outros aparelhos eletrônicos ficam proibidos dentro da cabine.
Cada eleitor fará seis escolhas para cinco cargos, com dois votos para o Senado. A ordem será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.
O TSE também cita o programa Seu Voto Importa, que busca eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e pessoas de comunidades remotas, incluindo povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. A iniciativa pretende facilitar o acesso às seções eleitorais.



