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Economia

Salomão prevê eleição apertada e alerta para pressão geopolítica nos mercados

Fundador do Market Makers avalia efeitos do petróleo, da IA e da disputa presidencial sobre os ativos brasileiros.

Thiago Salomão, fundador do Market Makers, afirma que o cenário geopolítico é hoje o principal fator de pressão sobre os mercados, após uma sequência de altas seguida por um movimento de realização. A avaliação foi apresentada em entrevista ao Giro do Mercado.

A alta do petróleo, frequentemente acima de US$ 100, está entre os pontos de maior preocupação. Segundo Salomão, o avanço da commodity encarece as cadeias produtivas globais, pressiona os preços e contribui para a inflação. Esse ambiente tende a manter os juros elevados no exterior.

No Brasil, porém, o impacto deve ser mais limitado. Salomão afirma que fatores domésticos devem abrir espaço para um corte da Selic nesta semana. Ao comentar a reação dos ativos às tensões geopolíticas, ele disse que “o mercado é muito sensível e até emocionado demais”.

Inteligência Artificial

Salomão também avaliou a reação dos mercados aos riscos associados à Inteligência Artificial (IA). Para ele, os ativos respondem rapidamente a declarações e alertas, sem uma reflexão proporcional sobre os riscos envolvidos.

O fundador do Market Makers afirmou que a percepção sobre a tecnologia mudou depois de o mercado tratá-la como uma tendência capaz de transformar tudo. Na avaliação dele, declarações de um ex-funcionário e de um CEO foram suficientes para desencadear o sell-off observado nos mercados.

Salomão reconhece que os riscos não devem ser ignorados, mas considera exageradas as conclusões de que a queda representa o estouro definitivo de uma bolha. Ele também afirmou que a IA pode ser um problema de segurança mundial e que seu avanço talvez esteja mais rápido do que a implementação de mecanismos de segurança.

Disputa presidencial

No Brasil, o cenário eleitoral deve continuar influenciando os mercados após as novas pesquisas BTG Pactual/Nexus e Quaest. Salomão prevê uma disputa presidencial extremamente apertada: “Tenho certeza que a eleição vai ser 51% a 49%, não sei para quem, mas vou cravar que vai ser assim”.

Ele avalia que parte dos eleitores que votaram em Lula em 2022 por decepção com Jair Bolsonaro pode migrar para Flávio Bolsonaro. Para Salomão, Augusto Cury representa o eleitorado que busca uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.

O desempenho de Cury nas pesquisas é atribuído a uma postura mais agregadora em comparação com nomes do campo de centro-direita, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Salomão afirma que o mercado reagirá de forma diferente a cada nova informação durante a corrida eleitoral.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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