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UBS BB inicia cobertura da Hapvida com recomendação neutra

Banco estabelece preço-alvo de R$ 7,80 e afirma que ainda faltam sinais concretos de recuperação operacional da companhia.

UBS BB inicia cobertura da Hapvida com recomendação neutra

O UBS BB inicia a cobertura da Hapvida (HAPV3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 7,80 por ação. Para o banco, boa parte das dificuldades da operadora já está refletida no preço, mas ainda não há evidências concretas de uma recuperação operacional em curso.

A avaliação do UBS BB é que a ação deixou de depender apenas da expectativa de melhora futura. A tese agora está condicionada à capacidade da companhia de elevar seus resultados operacionais.

Goodwill e benefício fiscal

O banco destaca como possível fonte de valor para os acionistas o ativo fiscal de R$ 30,8 bilhões em goodwill gerado pela combinação de negócios realizada em 2022. A conversão desse ativo em benefício, porém, depende da geração de lucro tributável e de uma reorganização societária ainda não concluída.

O UBS BB não inclui em suas estimativas qualquer benefício fiscal relacionado ao goodwill, devido à incerteza sobre a capacidade da Hapvida de capturar esse valor.

Indicador de sinistralidade

A análise dos dados de IFRS 17 nas notas explicativas auditadas da empresa concentra-se no Medical Loss Ratio (MLR), indicador de sinistralidade. Os dados mais recentes apontam continuidade da deterioração operacional, embora em ritmo menor que o observado anteriormente.

O banco estima piora de aproximadamente 50 pontos-base no terceiro trimestre de 2026 e de 30 pontos-base no quarto trimestre. Com isso, o Cash MLR deve chegar a 74,7% no ano.

Mesmo com a desaceleração da deterioração, o UBS BB projeta avanço gradual do indicador nos próximos anos. A estimativa é de aproximação de 76% no longo prazo, ou cerca de 77% com a inclusão de provisões, permanecendo abaixo dos níveis registrados em SulAmérica e Bradesco Saúde.

Receita e beneficiários

O cenário-base prevê crescimento da receita próximo de 4% ao ano entre 2026 e 2028, sustentado principalmente pelo aumento do ticket médio dos planos. A projeção não considera expansão relevante da base de beneficiários e reflete uma visão mais conservadora para o setor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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