O celular é usado para administrar o negócio por 84% das pessoas que trabalham com venda direta, aponta uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). O WhatsApp aparece como principal canal de vendas para 67% dos participantes, indicando a presença das ferramentas digitais na atividade.
O levantamento é realizado pela Bare Internacional em julho de 2026. A pesquisa mostra que 76% dos entrevistados mantêm a venda direta junto com outros trabalhos ou projetos. A atuação exclusiva reúne 24% dos participantes.
Perfil dos vendedores
As mulheres representam 86% dos entrevistados. Entre os participantes, 51,8% se declaram pretos ou pardos, e 37% possuem ensino médio completo.
A atividade é associada tradicionalmente ao contato presencial entre vendedores e clientes, mas os aplicativos de mensagens permitem manter essa relação e ampliar o alcance das vendas. O modelo também pode ser conduzido sem uma estrutura física própria, conforme os dados apresentados.
Para Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD, a venda direta atende a diferentes formas de atuação. “A venda direta é um modelo moderno e adaptável”, afirma.
Categorias e flexibilidade
Cosméticos e produtos de cuidados pessoais são comercializados por 88,5% dos entrevistados e permanecem como as categorias mais presentes. A pesquisa também identifica atuação em saúde e nutrição, utilidades domésticas, vestuário, alimentos e bebidas.
A ABEVD afirma que a venda direta pode começar em menor escala e crescer de acordo com a disponibilidade e os objetivos de cada vendedor. A combinação entre flexibilidade e recursos digitais muda a dinâmica de um setor historicamente baseado no encontro presencial, ao permitir que parte da operação seja feita por aplicativos de mensagens.



