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Alcivar assume missão de controlar o jogo do Del Valle diante do Flamengo

Volante equatoriano terá papel central para explorar a altitude e conter o elenco do Flamengo nas quartas de final.

Alcivar assume missão de controlar o jogo do Del Valle diante do Flamengo
Foto: IMAGO/Justus Stegemann

O Independiente del Valle precisa vencer em casa e, ao mesmo tempo, evitar que a busca pelo controle deixe espaços para o Flamengo. Nesse equilíbrio, Jordy Alcivar aparece como responsável por organizar a saída de bola, acelerar os lançamentos e fazer o adversário percorrer mais distância na altitude.

O volante atua à frente dos zagueiros e costuma distribuir as jogadas. Para o Del Valle aproveitar as condições de Quito, a equipe precisa manter a bola em movimento, ampliar o campo e esticar o jogo. A intenção é aumentar o desgaste do Flamengo sem permitir transições rápidas que levem perigo ao gol equatoriano.

Um time que vende e se mantém competitivo

O Independiente del Valle foi adquirido quase vinte anos atrás, nos arredores de Quito, com o projeto de formar e vender jogadores. A estratégia fez do clube responsável pela formação de quase todos os atletas da seleção do Equador.

Além de revelar jogadores, o time passou a disputar títulos. É duas vezes campeão nacional, tem uma liderança bem folgada na temporada atual, venceu duas vezes a Copa Sul-Americana e chegou à final da Copa Libertadores em 2016.

O clube, porém, chega ao confronto depois de negociar algumas de suas principais promessas. Justin Lerma, titular desde os 16 anos, completou 18 e foi para o Borussia Dortmund. Darwin Guagua, que defendeu a seleção principal do Equador nas Eliminatórias antes de estrear pelo Del Valle, foi para o Brentford e será cedido ao Mérida, na Espanha. Na semana passada, o centroavante Juan Riquelme Ângulo, outra revelação importante, foi para o Sunderland.

A necessidade de continuar competitivo enquanto negocia seus atletas levou o clube a buscar jogadores mais experientes. Entre eles estão o goleiro colombiano Aldair Quintana, o centroavante paraguaio Carlos González e Alcivar.

A oportunidade de Alcivar

Revelado pela LDU, Alcivar tem bom chute e capacidade para fazer lançamentos. Ele integrou a seleção sub-20 campeã sul-americana e terceira colocada no mundo em 2019. No entanto, não conseguiu se firmar fora do futebol de clubes do Equador e teve passagens sem bom desempenho pela liga dos Estados Unidos e pelo México.

O volante faz parte da seleção principal, mas é reserva. Na Copa do Mundo, começou como titular contra Curaçao porque o técnico projetava uma partida de domínio total. Foi substituído no intervalo depois de não render.

Agora, Alcivar recebe outra chance contra um adversário de alto nível. O Flamengo tem vantagem financeira sobre os demais clubes sul-americanos e conta com um elenco profundo. Por isso, a capacidade defensiva do Del Valle será decisiva: a equipe precisa se defender com a bola, tentar manter o rival distante de seu gol e evitar ataques em velocidade.

O efeito da altitude também exige atenção. Carlos Queiroz comandou a Colômbia por pouco tempo antes de deixar o cargo após uma derrota em Quito para o Equador. Abel Ferreira, mais acostumado a esse cenário, errou na escalação do Palmeiras contra a LDU no jogo de ida da semifinal do ano passado. O time precisou reagir para chegar à final e enfrenta o mesmo adversário novamente.

Para Léo Jardim, o cenário será uma experiência menos conhecida. O Del Valle deve tentar testá-lo na quinta-feira, mas não pode se expor excessivamente. Alcivar terá de ajudar a controlar o ritmo, distribuir o jogo e manter o Flamengo em movimento.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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