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Números indicam que gols de longe são exceção para o Arsenal

A equipe sofre mais gols em chutes de longa distância, mas os dados não apontam Raya como causa principal do problema.

Números indicam que gols de longe são exceção para o Arsenal

A sequência de gols de longa distância do Arsenal combina falhas de proteção após perdas de bola com uma eficiência fora do padrão dos adversários. Os dados, porém, não indicam um problema geral de David Raya: o goleiro sofre acima do esperado em chutes de fora da área, mas apresenta desempenho melhor nas finalizações de curta distância.

A distância dos gols aumentou

O Arsenal perdeu por 3 a 0 para o Brighton depois de sete vitórias consecutivas em todas as competições. Pascal Gross e Charalampos Kostoulas marcaram de fora da área, e Chema Andrés completou o placar de cabeça.

Na Premier League, três dos quatro gols sofridos pelo Arsenal nesta temporada saíram em finalizações de longa distância. Em 2023/24, foram quatro gols desse tipo entre os 29 sofridos, proporção de 13,8%. Na temporada seguinte, novamente quatro de 34, ou 11,8%.

A taxa subiu em 2025/26, quando seis dos 27 gols sofridos vieram de fora da área, o equivalente a 22,2%. No início de 2026/27, três dos quatro gols sofridos no campeonato têm essa origem, representando 75%. Considerando os últimos 18 gols sofridos na competição, sete foram marcados a pelo menos 16,5 metros do gol.

Contra o Brighton, o Arsenal registrou 1,58 xG, contra 1,33 do adversário. Mesmo criando mais expectativa de gol, a equipe foi punida pela qualidade das finalizações. Mikel Arteta definiu a partida como uma “grande lição” após os dois chutes de fora da área.

O desempenho de Raya varia conforme a distância

David Raya sofreu 160 gols na Premier League, sendo 33 em finalizações de fora da área. A proporção é de 20,6%. Entre os goleiros que sofreram pelo menos 100 gols na competição, apenas Hans Segers tem índice superior, com 22%.

Raya mede 1,83 m e é o goleiro titular mais baixo da atual Premier League. Jordan Pickford tem 1,85m. Ainda assim, um estudo publicado em 2025 pelo International Journal of Sports Science & Coaching, com 1.751 finalizações no alvo da Champions League de 2023/24, não encontrou correlação entre a altura dos goleiros e o desempenho calculado a partir dos gols esperados após a finalização.

Até 19 de fevereiro da temporada 2025/26, Raya havia enfrentado 13 chutes no alvo de fora da área na Premier League. Seis terminaram em gol. Pelo modelo de gols esperados pós-finalização do FotMob, essas tentativas somavam 1,25 gol esperado. A diferença foi de aproximadamente 4,75 gols acima do esperado, enquanto a conversão chegou a 46,2%, contra uma taxa esperada de 9,6%.

Dentro da área, no mesmo período, Raya sofreu 14 gols em 45 chutes no alvo, que acumulavam 15,67 xGOT. Nesse recorte, evitou aproximadamente 1,7 gol em relação ao esperado. Os números enfraquecem a hipótese de uma dificuldade geral do goleiro.

A defesa oferece poucas tentativas

O Brighton recuperou a bola nove vezes no terço defensivo do Arsenal, maior número registrado por um adversário contra a equipe em um jogo de Premier League desde o Liverpool, em dezembro de 2023. As perdas dificultaram a reorganização defensiva e deram mais espaço para Gross e Kostoulas finalizarem.

A estatística de longo prazo, porém, mostra uma equipe que normalmente limita as oportunidades. Na última temporada, o Arsenal permitiu 8,16 finalizações por partida, menor marca da Premier League. Ao mesmo tempo, 38% dos chutes adversários vieram de fora da área, maior proporção da competição.

A estrutura de Mikel Arteta costuma impedir a entrada dos adversários na área e levá-los a buscar soluções de maior distância. O Arsenal também usou a linha defensiva mais alta da liga, enquanto apenas o Brighton permitiu menos passes adversários por ação defensiva.

Os dados apontam para a necessidade de melhorar a proteção depois das perdas de bola, especialmente em lances como os do jogo contra o Brighton. Mas a conversão excepcional das finalizações de longe também indica uma parcela relevante de variância — ou azar — na sequência recente.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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