O Barcelona prepara um período de controle de gastos antes da próxima janela de transferências. O clube gastou cerca de 175 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão na cotação atual) em contratações para o início da temporada e agora considera priorizar vendas, empréstimos e redução da folha salarial.
A equipe voltará ao Estádio Olímpico Lluís Companys por alguns meses enquanto o Camp Nou passa por uma reforma. A mudança representa perda de receitas e pode gerar problemas relacionados ao Fair Play financeiro.
Saídas planejadas
O Barcelona trabalha com dois planos. O primeiro envolve o empréstimo de jogadores como forma de investimento durante o período de instabilidade. O segundo prevê a venda de ao menos dois atletas, com o objetivo de arrecadar recursos e permitir o uso da regra do 1:1 em futuras contratações.
Ronald Araújo é considerado uma das principais possibilidades de saída. O Liverpool pode exercer a opção de compra por 55 milhões de euros (cerca de R$ 326 milhões na cotação atual). O clube catalão avalia que o desempenho do zagueiro na liga inglesa e a capacidade financeira do Liverpool favorecem uma negociação.
Outra operação em análise envolve o goleiro Marc-André ter Stegen, que atualmente defende o Ajax. Além do valor de uma eventual transferência, o Barcelona considera o impacto da operação sobre a folha salarial. O clube assumiu parte dos vencimentos do jogador durante os empréstimos ao Girona e ao Ajax.
A avaliação interna é que o goleiro pode ser negociado em definitivo no próximo verão, quando entrará no último ano de contrato. A operação permitiria uma economia significativa na folha salarial.
Negociações pendentes
O Barcelona também pretende definir o destino de Marc Casadó e avaliar possíveis saídas no setor defensivo. Alejandro Balde e Jules Koundé não estão nos planos do clube, embora tenham manifestado o desejo de permanecer no Camp Nou.
A prioridade para a próxima abertura do mercado é vender jogadores, arrecadar recursos e aliviar a folha salarial. A diretoria considera esse movimento necessário para viabilizar a chegada de reforços pontuais, depois de ter concentrado os esforços anteriores no fortalecimento do elenco. A venda de Ferran Torres ao Paris Saint-Germain é citada como exemplo do papel que as transferências podem desempenhar no planejamento do clube.



