O Barcelona terá de administrar uma queda nas receitas enquanto mantém a base do elenco. O Camp Nou será fechado novamente para obras no início da temporada 2027/28, e o clube voltará a atuar no Estádio Olímpico, como ocorreu entre 2023 e 2025. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos no início de 2028.
A mudança afeta o planejamento financeiro porque o Barcelona não receberá a renda do próprio estádio. O clube também buscou empréstimos para financiar a próxima etapa das obras. Nesse cenário, a diretoria pretende preservar jogadores jovens considerados importantes, como Lamine Yamal, Pedri e Pau Cubarsí, ao mesmo tempo em que reforça e renova o elenco.
Folha salarial e receitas
Para a temporada 2026/27, o Barcelona calcula um custo de 636 milhões de euros (R$ 3,7 bilhões) com salários. O valor é o maior registrado desde 2022/23 e iguala, em números absolutos, a folha de 2019/20, quando começou a crise financeira na Catalunha.
A diferença está na proporção em relação às receitas. Os salários representam 53% do orçamento previsto para esta temporada, de 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões). Em 2019/20, os mesmos 636 milhões de euros correspondiam a 74% das receitas. O impacto projetado para 2026/27 deverá ser o menor do clube nesta década.
Desde 2020/21, quando o custo esportivo consumiu 98% do orçamento, o Barcelona trabalha para corrigir as contas e cumprir as regras de Fair Play Financeiro da Uefa e do Campeonato Espanhol. O clube aumentou as receitas e reduziu o elenco, incluindo a saída de Lionel Messi.
Renovações durante bom início
A equipe de Hansi Flick lidera LaLiga com 100% de aproveitamento e aparece entre os favoritos para a Champions League. Em oito jogos, considerando LaLiga e Champions League, marcou 36 gols e sofreu oito. O Barcelona está invicto antes da pausa para a Data Fifa e lidera isoladamente, à frente de Atlético e Real Madrid.
O clube contratou Rodri, Karim Adeyemi, Anthony Gordon e Gabriel Jesus. Também encaminhou extensões de contrato para Raphinha, Marc Bernal e Xavi Espart. Raphinha marcou 14 gols e deu três assistências, participando diretamente de 17 dos 36 gols da equipe.
Ferran Olivé, vice-presidente do Barcelona, afirmou: “Houve um aumento nos salários dos atletas, mas dentro da linha de receita.” Segundo ele, a manutenção dos jogadores é necessária para sustentar o time jovem.
Na presidência de Joan Laporta, o Barcelona continuou investindo no elenco mesmo após a saída de Lionel Messi. O clube contratou Robert Lewandowski, então artilheiro do Bayern de Munique e da Bundesliga, e agora tenta manter o nível esportivo sem repetir os problemas financeiros do início desta década.



