SÃO PAULO — A capacidade planejada para data centers no eixo entre São Paulo e Campinas chega a 2.066 megawatts no primeiro semestre deste ano, ante 375 megawatts no primeiro semestre de 2025. O crescimento é de 451% em doze meses, segundo dados da Cushman & Wakefield.
A capacidade já instalada também aumenta, mas em ritmo menor: passa de 346 MW para 661 MW no mesmo intervalo, uma alta de 91%. São Paulo é o maior mercado de data centers da América Latina e está entre os polos das Américas que mais avançam no período.
Demanda e ocupação
A expansão dos projetos acompanha a procura por computação em nuvem e inteligência artificial. No primeiro semestre deste ano, a região absorve mais 38 MW de capacidade. Ao mesmo tempo, a taxa de vacância dos data centers de colocation cai para 4,1%, contra 13,3% um ano antes.
A capacidade em construção, porém, permanece praticamente estável na comparação anual. São 250 MW agora, ante 254 MW no primeiro semestre de 2025. A diferença entre o volume planejado e o que está em obras indica que a conversão dos anúncios em estruturas conectadas à rede ainda é uma etapa a ser vencida.
Energia, conexão à rede de transmissão, terrenos disponíveis e licenciamento aparecem entre os fatores que podem definir quais projetos sairão do papel. O Redata, regime aprovado neste mês, reduz a carga tributária sobre equipamentos destinados à instalação e à expansão de data centers.
Mesmo antes desse incentivo, o mercado muda de escala. Em um ano, os projetos previstos em São Paulo passam de algumas centenas de megawatts para um volume superior a três vezes a capacidade atualmente em operação.



