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Clássico de Manchester testa posse do City contra transição do United

Líder com 100% de aproveitamento, o City enfrenta um United que aposta em velocidade e já marcou sete gols em três rodadas.

Clássico de Manchester testa posse do City contra transição do United
Foto: IMAGO/Sportimage/Crystal Pix

Manchester City e Manchester United se enfrentam neste domingo (12), em Old Trafford, em um duelo que coloca pela primeira vez na temporada da Premier League os trabalhos de Enzo Maresca e Michael Carrick diante um do outro. A partida reúne o controle territorial do City e a capacidade do United de acelerar depois das recuperações.

O time de Maresca lidera a competição com nove pontos e 100% de aproveitamento. Venceu Bournemouth, Crystal Palace e Coventry. Na estreia da Champions League, derrotou o Porto por 2 a 0, fora de casa, com dois gols de Erling Haaland.

O United soma quatro pontos em três rodadas. Depois de perder para o Hull, venceu o Ipswich e empatou por 2 a 2 com o Everton, que marcou o gol da igualdade nos acréscimos.

City transforma posse em pressão

Maresca parte de um 4-2-3-1, mas altera a formação quando o time tem a bola. O City pode iniciar a construção com uma linha de três, manter dois jogadores atrás da linha da bola e ocupar os cinco corredores ofensivos. A intenção é criar superioridade desde a saída e encontrar jogadores entre as linhas.

Os números de posse mostram a característica da equipe: 66,1% contra o Bournemouth, 72,3% diante do Crystal Palace e 77,6% contra o Coventry. Na vitória por 1 a 0 sobre o Coventry, o City teve 78% de posse e 15 finalizações, mas permitiu 12 chutes e 1,23 de xG ao adversário.

A posse também funciona como mecanismo de proteção. Após perder a bola, o City tenta pressionar imediatamente para recuperar e reiniciar o ataque. Se a pressão falha, porém, os espaços às costas dos jogadores avançados podem aparecer.

United procura os espaços

O 4-2-3-1 de Carrick também pode se transformar com a bola, formando uma espécie de 2-3-5. Os meio-campistas alternam posições, enquanto os pontas buscam receber em condições de atacar.

Bruno Fernandes organiza o time. Matheus Cunha pode deixar a referência para participar da construção, e Bryan Mbeumo e Marcus Rashford oferecem velocidade pelos lados. Contra o Everton, houve combinações entre os jogadores, mas também sobreposição de funções entre Bruno e Cunha.

Nas três primeiras rodadas, o United marcou sete gols, registrou 68 finalizações, o maior número da Premier League, e acumulou 7,3 de xG, segundo melhor índice da competição. O momento decisivo tende a aparecer logo após a recuperação: Bruno pode receber de frente, Mbeumo atacar o espaço atrás do lateral e Rashford conduzir em velocidade.

Haaland e o início das partidas

A defesa do United sofreu seis gols nas três primeiras rodadas, embora tenha cedido 4,1 de xG. Três desses gols saíram nos primeiros 15 minutos, aspecto que pode ser explorado por um City disposto a avançar rapidamente no campo adversário.

Haaland marcou três vezes na Premier League e alcançou 300 gols na carreira de clubes na vitória sobre o Coventry. Contra o United, soma oito gols em sete jogos de Premier League, com dois deles em Old Trafford.

Rayan Cherki também aparece como peça de desequilíbrio do City. Ele marcou dois gols e deu duas assistências nas duas primeiras rodadas. Entre as linhas, pode acelerar as jogadas com passes verticais ou conduções.

O City deve terminar com mais posse, passes e presença no ataque. Contra o Porto, na terça-feira, teve 64% de posse e 20 finalizações. Ainda assim, o United pode equilibrar o confronto se impedir que os jogadores de Maresca recebam livres nas áreas decisivas e acelerar a saída após recuperar a bola.

A preparação física também entra no cenário. O United joga na quinta-feira (10), enquanto o City atuou na terça-feira. Carrick diz que não está preocupado, mas admite que o calendário “não é o ideal”.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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