Unai Emery afirma que não ficou surpreso com a decisão que considerou o Manchester City culpado por violações graves das regras financeiras da Premier League. O técnico do Aston Villa relaciona o caso às dificuldades enfrentadas por clubes para equilibrar receitas, despesas e operações no mercado.
Emery diz que o Aston Villa precisou adaptar o planejamento para cumprir as normas financeiras da Premier League e da Uefa. Entre as medidas adotadas pelo clube está a venda de jogadores antes da realização de determinados movimentos no mercado.
“É uma questão que já era conhecida. Todos temos nossas restrições. Temos que vender jogadores para cumprir o Fair Play Financeiro e precisamos descobrir como estruturar os contratos das novas contratações”, afirma o treinador.
O técnico também declara que o Aston Villa vendeu jogadores importantes e limitou investimentos para permanecer dentro das regras financeiras. A equipe aumentou a competitividade sob o comando de Emery, mas precisou reorganizar as operações para respeitar os limites estabelecidos.
“O Fair Play busca equilíbrio financeiro para que os gastos estejam alinhados com as receitas e a inflação seja evitada. Sim, muitos outros clubes inflaram seus orçamentos, e agora isso está vindo à tona.”
Emery não identifica quais clubes estariam incluídos nessa avaliação. A declaração ocorre após a decisão contra o Manchester City, que ainda não recebeu uma punição definitiva e confirma que vai recorrer.
Crítica financeira e reconhecimento esportivo
O treinador evita indicar qual deveria ser a penalidade para o City. “Isso é algo que cabe aos tribunais e às autoridades decidirem”, afirma.
Ao mesmo tempo, Emery separa o processo financeiro do desempenho esportivo construído pelo Manchester City durante a passagem de Pep Guardiola. “Fico mal com isso, considerando a forma como aquela equipe jogava. Com Guardiola, houve momentos em que eles eram imbatíveis.”
O recurso do Manchester City prolonga o processo, enquanto a punição definitiva permanece sem definição. Para Emery, o debate também envolve os clubes que venderam jogadores, restringiram contratações e reorganizaram contratos para cumprir as regras financeiras.



