Santos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,85 · Ibovespa 187.197 -0,00% Santos 21°C 19° / 21°
Notícia a toda hora
Economia

Como a urna eletrônica é verificada antes, durante e depois da votação

Inspeções, testes, assinatura digital, hashes e auditorias formam uma cadeia de fiscalização do sistema eleitoral.

Como a urna eletrônica é verificada antes, durante e depois da votação
Foto: Reprodução/Antonio Augusto/TSE

A segurança da urna eletrônica é baseada em controles aplicados antes, durante e depois da votação. Entre os mecanismos estão a inspeção do código-fonte, os testes públicos, a assinatura digital dos programas, a conferência de hashes, o funcionamento sem conexão à internet e as auditorias realizadas no dia da eleição.

Nas Eleições 2026, os sistemas do pleito foram assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de setembro. Os códigos ficaram disponíveis para inspeção de entidades fiscalizadoras desde outubro de 2025. Em 2026, oito entidades participaram da análise, entre elas o Senado Federal, o Ministério Público Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Os programas também são submetidos ao Teste Público de Segurança. Em maio, participantes voltaram ao TSE para o Teste de Confirmação, que verificou a aplicação de correções e melhorias identificadas anteriormente. O tribunal informou que nenhum achado analisado nessa etapa comprometeu o sigilo ou a integridade do voto.

A assinatura digital permite conferir a autenticidade dos softwares, enquanto os hashes funcionam como sequências matemáticas associadas aos arquivos. Se um arquivo é alterado, o hash muda. Assim, as entidades fiscalizadoras podem comparar os programas instalados nas urnas com as versões lacradas pelo TSE.

Verificações no dia da eleição

A urna usada para registrar o voto funciona isolada de redes e não depende de internet durante a votação. Após o encerramento, os dados são retirados por meio da mídia de resultado e enviados à Justiça Eleitoral por sistemas próprios. Quando redes de telecomunicações participam da transmissão, o TSE afirma que elas transportam o conteúdo, protegido por criptografia.

Antes do primeiro voto, a urna imprime a zerésima, documento que identifica o equipamento e mostra que não há votos registrados. O documento é assinado pelos responsáveis pela seção e pelos fiscais presentes.

Também é realizado, por amostragem, o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. Cédulas com escolhas previamente registradas são digitadas no equipamento, e o resultado é comparado com o documento emitido pela urna. Nas Eleições 2026, o teste inclui uma modalidade com eleitores voluntários para usar a biometria na habilitação do equipamento.

Ao fim da votação, cada urna imprime o Boletim de Urna (BU), com os votos de cada candidatura, os votos brancos, nulos e o total de comparecimento. O documento fica disponível na seção e traz um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo Boletim na Mão. O TSE também publica os boletins recebidos para totalização, permitindo comparar a divulgação geral com os documentos produzidos por cada urna.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.