O Xiaomi Watch S5 combina construção em aço inoxidável, tela AMOLED, GPS de dupla frequência e monitoramento de saúde com uma proposta mais limitada de recursos inteligentes. O relógio atende bem quem prioriza autonomia e atividades esportivas, mas fica atrás de modelos com Wear OS ou watchOS em aplicativos e interações com mensagens.
A bateria é o principal diferencial. A capacidade é de 815 mAh, e a Xiaomi anuncia até 21 dias em condições econômicas. Em uso mais completo, com monitoramento do sono e GPS ocasional, a expectativa fica entre 10 e 15 dias. Em um teste de oito dias, o dispositivo terminou com 16% de carga.
Tela, construção e saúde
A tela AMOLED tem 1,48 polegada, resolução de 480 x 480 pixels, densidade de 323 ppi e brilho máximo anunciado de 2.500 nits. O painel permite consultar informações mesmo sob sol forte. A coroa giratória facilita o uso durante exercícios ou com os dedos molhados, embora a luminosidade mínima possa incomodar pessoas sensíveis à cintilação.
O relógio tem caixa redonda de 46 mm, pesa cerca de 46 gramas sem a pulseira e possui 10,99 mm de espessura. A resistência à água é de 5 ATM, classificação compatível com atividades como natação, mas não com mergulhos em grandes profundidades.
Entre os recursos de saúde estão o monitoramento de frequência cardíaca, saturação de oxigênio no sangue (SpO₂), estresse, sono e variabilidade da frequência cardíaca (HRV). O Watch S5 não oferece ECG, medição de pressão arterial ou temperatura corporal.
Esportes e GPS
O modelo reúne mais de 150 modos esportivos, incluindo corrida, ciclismo e natação. Conforme a modalidade, registra carga de treinamento, tempo de recuperação e VO₂ máximo. Corredores também podem acompanhar cadência, tempo de contato com o solo e proporção vertical.
O GPS de dupla frequência suporta GPS, Galileo, GLONASS, BeiDou e QZSS. O relógio registra atividades ao ar livre sem depender do smartphone e oferece mapas offline, embora a navegação tenha menos detalhes para trilhas e pontos de interesse.
Limitações do sistema
O Watch S5 funciona com iPhone pelo aplicativo Mi Fitness e permite atender chamadas quando conectado ao smartphone por Bluetooth. Microfone e alto-falante integrados possibilitam conversas curtas.
Por outro lado, o usuário pode apenas visualizar notificações e ler mensagens. Não é possível respondê-las pelo relógio. Também não há instalação de aplicativos, o que reduz a expansão do dispositivo e diferencia o modelo de relógios da Apple, Samsung e Garmin.
O HyperOS é funcional e fluido, mas tem um ecossistema de aplicativos menos maduro que o Wear OS. A interface é organizada e responsiva, embora existam limitações de tradução e problemas de busca dentro do aplicativo.
Preço e indicação
No site oficial da Xiaomi, o Watch S5 custa a partir de R$ 2.599. A avaliação considera esse valor alto para o que o relógio oferece e aponta que o modelo faz mais sentido por no máximo R$ 1.600.
O dispositivo é indicado para quem quer acompanhar exercícios, sono, frequência cardíaca e atividades diárias sem carregar o relógio todas as noites. Também atende quem busca uma construção metálica, GPS de dupla frequência e compatibilidade com Android ou iPhone.
Quem depende de aplicativos de terceiros, respostas a mensagens ou análises esportivas mais avançadas pode encontrar limitações importantes. Nesse perfil, Galaxy Watch, Apple Watch e Garmin oferecem alternativas mais adequadas.
O Watch S5 se destaca como relógio esportivo e de acompanhamento de saúde com funções inteligentes básicas. A autonomia amplia a independência do carregador, mas a ausência de aplicativos e de respostas a mensagens impede que ele ofereça uma experiência de smartwatch tão ampla quanto a dos concorrentes.



