Enzo Fernández deixou o Chelsea para defender o Manchester City por 125 milhões de libras, mas a negociação também envolveu o ambiente interno do clube londrino. O meio-campista argentino apresentou dois pedidos formais de transferência, nos quais afirmou que queria respirar novos ares e que sua relação com colegas dos Blues estava rompida.
A saída foi autorizada em 1º de setembro, último dia da janela de transferências do verão europeu. Embora Fernández fosse um dos capitães e tivesse prestígio em Stamford Bridge, o Chelsea atendeu ao desejo do jogador de 25 anos. A decisão considerou o valor da operação e o possível efeito da permanência do atleta sobre o vestiário.
Declarações antes da transferência
Fernández falou pela primeira vez sobre deixar o Chelsea após a eliminação para o PSG na Champions League, em março. A manifestação gerou reação negativa dentro do clube por ocorrer em um momento sensível. Poucos dias depois, ele também demonstrou insatisfação com a saída de Enzo Maresca do comando técnico durante a temporada.
Em maio, diante de rumores sobre um possível interesse do Real Madrid, o argentino disse que “gostaria de morar” na capital espanhola. A fala voltou a repercutir mal entre os Blues, e o jogador acabou afastado na reta final da temporada. O Real Madrid depois negou interesse no meia.
O Chelsea havia definido 120 milhões de libras como valor mínimo para negociar Fernández. Quando Maresca assumiu o Manchester City, o jogador passou a ser prioridade para o treinador. O clube de Manchester, porém, não apresentou uma proposta dentro do prazo estabelecido pelos londrinos, que então elevaram a pedida para 125 milhões de libras.
As tratativas avançaram nas horas finais da janela, enquanto o Chelsea buscava alternativas para o meio-campo de Xabi Alonso. O clube também havia encaminhado um acordo por Lamine Camara, do Monaco, mas a transferência não avançou. Mesmo sem reposição imediata, os Blues mantiveram o compromisso com a saída de Fernández.
O argentino chegou ao Chelsea vindo do Benfica por 107 milhões de libras em janeiro de 2023. Em 2024, enfrentou uma crise com parte do elenco após cantar uma música racista contra a França durante a Copa América com a seleção argentina. Ele pediu desculpas e continuou recebendo apoio interno.
O clube esperava que Fernández permanecesse para exercer liderança durante a transição, mas o meia estreou pelo City com bom desempenho e indicou que pode ser peça importante nos planos de Maresca. O Chelsea deve reavaliar o meio-campo em janeiro de 2027.



