O Barcelona vê Anthony Gordon como uma peça capaz de ocupar diferentes funções no setor ofensivo. O ponta inglês atua pelos dois lados e também pode jogar centralizado, característica que agrada ao técnico Hansi Flick e ao diretor esportivo Deco.
Contratado do Newcastle por 80 milhões de euros, cerca de R$ 467,3 milhões, Gordon chega ao clube após uma temporada de 17 gols e cinco assistências em 46 partidas. Bayern de Munique e Liverpool também demonstraram interesse, mas o jogador priorizou o projeto do Barcelona.
Alternativa para o ataque
Deco afirma que a contratação tem relação com a necessidade de substituir a energia proporcionada por Raphinha quando o brasileiro ficou afastado por lesões durante 2025/26. O camisa 11 passou mais de quatro meses no departamento médico, segundo o dirigente.
“Uma das dificuldades que enfrentamos no ano passado foi que, sem o Raphinha, a energia da equipe parecia cair”, disse Deco à rádio RAC1. Ele também afirma que o Barcelona analisou muitos pontas, mas que os valores da Premier League dificultam esse tipo de contratação.
A avaliação do clube é que Gordon apresenta características semelhantes às de Raphinha, especialmente pela capacidade de atacar em profundidade. O brasileiro é escolhido como capitão para 2026/27 e também atua como peça centralizada.
Além de Gordon, o Barcelona contrata Karim Adeyemi e Gabriel Jesus, de Borussia Dortmund e Arsenal, respectivamente. O clube também tenta contratar Julián Alvarez, do Atlético de Madrid, mas não consegue concluir o negócio. As movimentações ocorrem após as saídas de Robert Lewandowski, para o Chicago Fire, e Ferran Torres, para o PSG.
Modelo sem camisa 9 fixo
Deco afirma que a escassez de centroavantes de origem, como Harry Kane e Erling Haaland, permite ao Barcelona usar pontas em um sistema mais móvel. Para o dirigente, o time não precisa concentrar seu jogo em um único atacante nem buscar obrigatoriamente um artilheiro.
“Não precisamos ficar obcecados com isso, não nos falta um artilheiro”, conclui Deco.



