José Mourinho começa sua segunda passagem pelo Real Madrid com desempenho inferior ao registrado no início da primeira era. Após oito jogos, a equipe de 2026/27 soma seis vitórias e duas derrotas, com 75% de aproveitamento, enquanto o time de 2010/11 acumulava seis vitórias e dois empates, alcançando 83,33%.
A comparação ocorre em um cenário parecido: o Real Madrid não conquistava títulos relevantes havia dois anos e buscava voltar a disputar espaço com o Barcelona. Em meados de 2010, Mourinho chegava após conquistar a Tríplice Coroa com a Internazionale, formada por Serie A, Copa da Itália e Champions League. O técnico também recebeu sete reforços, em um investimento de 92 milhões de euros, cerca de R$ 542,1 milhões na cotação atual.
Para 2026/27, foram seis novos jogadores, contratados por 225 milhões de euros, em torno de R$ 1,3 bilhão. Apesar do investimento maior, a equipe atual sofreu mais gols nos primeiros oito jogos: nove, contra dois em 2010/11. Por outro lado, marcou 20 vezes, diante de 15 no começo da primeira passagem.
O que aconteceu na primeira temporada
Na temporada de estreia, Mourinho terminou LaLiga como vice-campeão, com 92 pontos, quatro a menos que o Barcelona. O Real Madrid teve o melhor ataque da competição, com 102 gols, e a segunda melhor defesa, com 33 sofridos. O Barcelona sofreu 21 gols.
Na Champions League, o Real Madrid foi eliminado pelo Barcelona nas semifinais. Perdeu por 2 a 0 no Bernabéu e empatou por 1 a 1 no Camp Nou. Mourinho e os jogadores reclamaram da arbitragem e apontaram suposto favorecimento ao rival. A resposta veio na Copa do Rei, com vitória por 1 a 0 na prorrogação da final.
Problemas da equipe atual
Na segunda passagem, as críticas estão mais ligadas às atuações do que aos resultados. Mourinho enfrenta dificuldades para manter a intensidade após o intervalo, e a queda de ritmo permite reações dos adversários.
A equipe também ainda não apresenta solidez defensiva, especialmente por problemas no meio-campo. No ataque, Vinícius Junior não repete o rendimento mostrado anteriormente com o treinador, enquanto a dependência de Kylian Mbappé enfraquece as construções pelo lado direito. O desafio é corrigir essas questões até o fim de 2026/27.



