Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Esportes

Paulo Otávio aponta exigência de Glasner e aconselha brasileiros do Forest

Lateral diz que o treinador mudou sua leitura da posição e pede que Murillo, Jair, John e Igor Jesus sigam as orientações do alemão.

Paulo Otávio aponta exigência de Glasner e aconselha brasileiros do Forest
Foto: IMAGO/Noah Wedel

Paulo Otávio considera Oliver Glasner o treinador que mais transformou sua carreira. Aos 31 anos, o lateral do Al-Sadd afirma que os brasileiros do Nottingham Forest precisam entender rapidamente as exigências do técnico, que assumiu o clube em 2026.

A orientação é dirigida a Murillo, John, Jair Cunha e Igor Jesus. O Forest iniciou a pré-temporada com uma linha de três defensores, sistema compatível com o modelo usado por Glasner. Para Paulo, a cobrança pode parecer excessiva no começo, mas faz parte do processo de adaptação.

“Ele vai soar como um cara muito chato, porque ele é muito exigente”, afirma. O lateral explica que o treinador define com clareza o que espera e insiste até que o jogador cumpra a tarefa. Paulo também diz que Glasner combina cobrança pública com confiança nos momentos reservados.

A mudança de posição

A relação começou no LASK, da segunda divisão austríaca, para onde Paulo foi aos 21 anos, depois de deixar a Tombense. Ele recebia cerca de R$ 6 mil e via o Campeonato Mineiro como uma oportunidade de chamar a atenção de um clube maior. Caso não avançasse na carreira, planejava voltar para casa e estudar.

Antes de estrear na Áustria, perguntou a Fabiano como Glasner trabalhava. A resposta mencionava pressão, intensidade e dedicação. Paulo, acostumado a atuar como um ponta, ouviu do treinador que deveria atacar, mas também passou a compreender que precisava defender dentro do sistema.

A experiência ganhou força quando o lateral foi para o Ingolstadt. Depois do rebaixamento do clube para a terceira divisão alemã, Glasner o chamou para o Wolfsburg. O reencontro ocorreu em 2019, e o contrato firmado teve duração de quatro anos.

No Wolfsburg, Paulo passou a estudar os movimentos da equipe por meio de vídeos e orientações sobre ocupação de espaços. Ele afirma que deixou de pensar apenas no ataque e entendeu que um lateral não pode abandonar sua posição esperando a correção de um companheiro.

A transformação acompanhou uma campanha de destaque: o Wolfsburg terminou a Bundesliga 2020/21 em quarto lugar e garantiu vaga na Champions League. Paulo também recorda que Glasner dava oportunidades a jovens quando considerava que estavam preparados. Omar Marmoush recebeu uma dessas chances.

“Confiança é tudo na vida de um jogador”, resume Paulo, ao descrever a influência do treinador. Ele teve conversas para acompanhá-lo no Eintracht Frankfurt, mas uma lesão e a saída posterior do técnico impediram o acordo.

Carreira e retorno ao Brasil

Paulo também trabalhou com Mark van Bommel, Niko Kovac e Roberto Mancini. No Al-Sadd, divide o vestiário com Roberto Firmino e Claudinho. O lateral considera Claudinho o jogador mais talentoso com quem atuou e afirma que escolhas profissionais nem sempre permitem reunir dinheiro, fama e protagonismo.

Mesmo depois de mais de uma década fora do país, Paulo mantém o sonho de jogar no Brasil. Ele nunca disputou a Série A e gostaria de atuar por um grande clube paulista. Pai de três filhos, porém, avalia a decisão considerando a rotina e a segurança da família.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.