Andy Robertson afirma que a morte de Diogo Jota abalou profundamente o elenco do Liverpool e dificultou a retomada da rotina esportiva. Em entrevista ao podcast “The Overlap”, o lateral escocês disse que os jogadores perderam a motivação para competir após a morte do companheiro e amigo.
“Não queríamos saber de futebol porque tínhamos perdido um dos melhores colegas de equipe”, declarou Robertson. Segundo ele, os reforços que chegaram ao clube encontraram um grupo emocionalmente fragilizado e tentaram contribuir mesmo diante do luto.
Impacto no desempenho
Robertson afirma que a perda afetou a concentração dos atletas e a capacidade de manter o foco necessário no futebol profissional. Na temporada 2025/26, o Liverpool terminou sem títulos e na quinta colocação, depois de conquistar a Premier League em 2024/25.
O lateral, que atualmente defende o Tottenham, também afirmou que a equipe passou a questionar o sentido das partidas ao lembrar da família de Jota. Para ele, o português não era apenas um jogador, mas um amigo próximo do grupo.
Robertson contou ainda que esteve no casamento de Jota na semana anterior à morte. A mudança entre o momento de celebração e a destruição enfrentada pela família tornou o período especialmente difícil, segundo o jogador.
Morte e passagem pelo Liverpool
Diogo Jota morreu em 3 de julho de 2025, aos 28 anos, após um acidente de carro na Espanha. Ele estava no veículo com o irmão, André Silva, quando o carro saiu da estrada e pegou fogo no município de Zamora. Os dois morreram no local.
O atacante chegou ao Liverpool em 2020, contratado do Wolverhampton por 44,7 milhões de euros. Em cinco temporadas pelo clube, conquistou a Premier League de 2024/25, uma Copa da Inglaterra em 2022 e duas Copas da Liga Inglesa, em 2022 e 2024.
Jota marcou 65 gols em 182 partidas pelo Liverpool. Para Robertson, a ausência do português afetou o grupo dentro e fora de campo, em um processo de luto que não acompanhou o ritmo do calendário esportivo.



