Francesco Totti revela que recusou a possibilidade de entregar a camisa 10 da Roma a Paulo Dybala durante a apresentação do argentino, contratado pelo clube em 2022. O ex-atacante afirma que não queria assumir a responsabilidade por uma decisão da diretoria nem alimentar comparações entre os dois jogadores.
A informação está na autobiografia de Totti, que teve trechos divulgados na Itália. Segundo o relato, a gestão da Roma enviou uma mensagem por intermediários para informar que pretendia dar a camisa ao reforço e queria que o próprio ídolo fizesse a entrega no evento oficial.
Totti respondeu que o clube deveria tomar a decisão sem envolvê-lo. “Nada contra o jogador, muito pelo contrário, gosto muito dele, inclusive como pessoa”, afirmou. O ex-jogador também explicou que a camisa 10 carrega um peso especial e poderia aumentar a pressão sobre Dybala.
O argentino havia usado o número na Juventus, depois de Alessandro Del Piero, mas em Roma ficou com a camisa 21. Desde o fim da passagem de Totti pelo clube, em 2017, a numeração que ele vestiu não voltou a ser usada, embora não tenha sido oficialmente aposentada.
A visão de Totti sobre a camisa
Totti diz que não defende a aposentadoria do número porque a manutenção da camisa disponível preserva o sonho de uma criança que queira jogar pela Roma. “Aposentá-la seria como negar um sonho maravilhoso às crianças”, declarou.
O ex-atacante afirma preferir que a camisa seja entregue a alguém nascido e criado em Roma, identificado com o clube e capaz de permanecer por muitos anos. Ele diz esperar o surgimento de um novo jogador com esse perfil.
A Roma já aposentou a camisa 6 de Aldair, zagueiro brasileiro que defendeu o clube por 13 anos. O número ficou sem uso após a saída do jogador, em 2003, mas foi cedido por ele a Kevin Strootman em 2014. O holandês usou a camisa até 2018, e Chris Smalling a vestiu a partir de 2019. Desde o ano passado, o número está novamente vago.



