O presidente do Vasco, Pedrinho, afirma nesta sexta-feira, 25, que o clube não pretende mais solicitar o Maracanã para disputar suas partidas. A decisão ocorre após impasses com o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela administração do estádio.
A gestão do Maracanã tem usado as condições do gramado e o calendário carregado para negar novos pedidos do Vasco. O acordo entre o clube e a administração prevê até quatro partidas no estádio em 2025 e 2026, desde que haja disponibilidade e condições para a realização dos jogos.
“Não peço para jogar no Maracanã”, diz Pedrinho. O presidente afirma que respeitou a negativa prevista em cláusulas do contrato, mas não quer depender da autorização para definir os mandos de campo do Vasco.
Semifinal da Copa Sul-Americana
O impasse envolve também a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para outubro. O regulamento da Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil lugares a partir dessa fase, e São Januário não atende ao critério.
Por isso, o Vasco tentou viabilizar o Maracanã, mas recebeu nova negativa. A diretoria agora avalia pedir à Conmebol uma flexibilização para enfrentar os argentinos em São Januário.
“Não vou pedir para jogar em um lugar que não seja aceito”, afirma Pedrinho. Ele diz que pretende atuar no estádio do Vasco e que precisa apenas da autorização do poder público.



