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United enfrenta elenco curto, déficit financeiro e falhas no campo

Manchester United soma uma vitória em sete jogos e tem problemas no mercado, nas finanças e na estrutura de jogo de Michael Carrick.

United enfrenta elenco curto, déficit financeiro e falhas no campo
Foto: IMAGO/Craig Mercer

O Manchester United chega ao próximo compromisso com uma série de problemas que ultrapassa a pressão sobre Michael Carrick. Em 2026/27, o time venceu apenas o Ipswich Town em sete jogos, perdeu para Hull e Manchester City, empatou com o Everton e caiu diante do Brighton na Copa da Liga Inglesa, após virada.

Carrick assumiu o cargo de treinador principal ao fim da Premier League passada e já tem possíveis substitutos especulados. O técnico, porém, enfrenta dificuldades que envolvem a montagem do elenco, a situação financeira do clube e o desempenho em campo.

Elenco sem reposição suficiente

A janela de transferências concentrou os investimentos no meio-campo, com Andrey Santos, Youri Tielemans e Carlos Baleba. A exceção em outro setor foi a chegada do goleiro reserva Karl Darlow.

O Manchester United gastou 173 milhões de euros, menos que o Ipswich, que investiu 220 milhões, e ficou próximo do Hull City, com 175 milhões. Mesmo assim, o elenco terminou o período de contratações com lacunas.

Os problemas físicos de Benjamin Sesko e Amad Diallo reduziram as alternativas no ataque. Matheus Cunha, Marcus Rashford e Bryan Mbeumo não têm reposição equivalente: Joshua Zirkzee é a principal opção, enquanto Patrick Dorgu atua somente pela esquerda. Zirkzee ainda não correspondeu ao que se esperava.

Na lateral esquerda, Luke Shaw é a única alternativa. Titular em quatro rodadas da Premier League, ele foi exposto em bolas nas costas, embora mantenha importância para as ações ofensivas.

Finanças limitam o planejamento

Os resultados financeiros do quarto trimestre do United registraram prejuízo de 43 milhões de libras ao fim de 2025/26, aumento de 10 milhões em relação à temporada anterior. É o sétimo ano seguido com resultado negativo, o que ajuda a explicar a contenção no mercado.

Problemas aparecem na execução

A equipe também sofre sem a bola. Mbeumo e Rashford deixam com frequência Diogo Dalot e Shaw em situações individuais pelos lados. A fragilidade contribuiu para gols de Abdul Fatawu contra o Ipswich, de Tyrique George diante do Everton e de Erling Haaland no clássico com o Manchester City, após a participação de Josko Gvardiol e Antoine Semenyo na jogada.

Gary Neville definiu o início do segundo tempo contra o Fulham como a exibição mais vergonhosa que já viu, ao criticar a passividade dos jogadores sem a bola.

Com a posse, o United também perdeu força. O time tem três torneios para disputar e encontra dificuldades para entrar em defesas fechadas. É o quarto com mais gols esperados na liga, com 9,89, mas 4,77 vieram somente no triunfo sobre o Ipswich. A equipe finaliza 22,6 vezes por partida, maior média entre os 20 times da elite, e quase metade das tentativas ocorre de fora da área.

Bruno Fernandes responde por 44% das assistências e 42,5% das grandes chances criadas desde agosto do ano passado, mas não repete o rendimento anterior. Mbeumo e Cunha ainda não se ajustaram às suas funções, enquanto a combinação entre Shaw e Rashford é uma das poucas alternativas ofensivas que funcionam.

Próximo teste

O clube soma 35 pontos desde janeiro, o maior total da liga no período, mas a irregularidade permanece. A gestão da INEOS, liderada por Jim Ratcliffe, precisa decidir se mantém o apoio a Carrick, que tem contrato até o meio de 2028.

O Manchester United volta a jogar em 10 de outubro, depois da Data Fifa, contra o Tottenham, que ainda não venceu. Carrick terminou a última Premier League em terceiro, mas precisa recuperar a regularidade para permanecer no cargo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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