A Rússia afirma ter abatido mais de 1.600 drones durante uma ofensiva ucraniana contra Moscou e outras regiões do país. Segundo o prefeito da capital, Sergei Sobyanin, 450 desses equipamentos tinham Moscou como destino. O ataque ocorre neste domingo, 20, no último dia das eleições parlamentares russas.
O governo ucraniano afirma que a ação também atingiu instalações petrolíferas. Nas redes sociais, foram divulgadas imagens de explosões e colunas de fumaça na refinaria de petróleo de Moscou. Um prédio residencial foi atingido, mas não há registro de vítimas no local.
Ao menos duas pessoas morrem na ofensiva, conforme a informação apresentada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Ele também diz que o ataque inclui, pela primeira vez durante a guerra, o uso de mísseis balísticos.
Míssil de curto alcance
Entre as armas usadas está o Pelican, descrito por Zelensky como um míssil balístico de curto alcance, com raio de ação de cerca de 350 km. A arma não teria capacidade de atingir diretamente Moscou. Na fase final, esse tipo de míssil pode superar a velocidade do som, o que dificulta a interceptação.
Moscou classifica a ofensiva como a maior investida ucraniana em quatro anos e meio de conflito. Sobyanin afirma que o objetivo era interromper o processo eleitoral de três dias, realizado sob rígido controle. “O inimigo não teve êxito”, declarou o prefeito em uma mensagem pelo Telegram.
Zelensky relaciona o ataque à estratégia de pressionar a infraestrutura energética russa. “São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra”, afirmou o presidente, ao falar sobre os efeitos esperados para a economia da Rússia.



