Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Mundo

Austrália combina isolamento, recursos e território amplo diante de crises globais

Estudo na revista Global Challenges compara condições de países para resistir e se recuperar de eventos capazes de matar ao menos 10% da população mundial.

Austrália combina isolamento, recursos e território amplo diante de crises globais

A Austrália reúne a combinação mais ampla de características associadas à resistência e à recuperação após catástrofes globais, segundo estudo publicado na revista científica Global Challenges. A análise considera eventos capazes de provocar a morte de pelo menos 10% da população mundial.

Entre os cenários avaliados estão guerras nucleares, impactos de asteroides, erupções vulcânicas, pandemias e ataques cibernéticos de larga escala. Os pesquisadores revisaram trabalhos acadêmicos com apoio do OpenAlex, base bibliográfica analítica e aberta, para identificar características geográficas, políticas, econômicas e sociais relacionadas à capacidade de enfrentar esses eventos.

Vantagens e limites

O isolamento geográfico aparece como um dos principais fatores favoráveis à Austrália. Distante dos grandes centros populacionais e políticos do Hemisfério Norte, o país poderia ter vantagens em situações como guerras e pandemias. A posição também facilita o controle das fronteiras.

A pesquisa, porém, aponta uma dependência significativa de importações de produtos essenciais, entre eles medicamentos, combustíveis e fertilizantes. O território extenso, o sexto maior do mundo, reúne diferentes zonas climáticas e recursos naturais, incluindo áreas favoráveis à agricultura.

A Austrália também dispõe de carvão e gás natural, além de uma base industrial considerada relativamente robusta. Esses recursos poderiam contribuir para a manutenção de parte da infraestrutura em alguns cenários.

Brasil e Argentina

Brasil e Argentina também apresentam características favoráveis, como a localização majoritária no Hemisfério Sul, territórios extensos e produção relevante de alimentos. A avaliação, no entanto, considera a governança um fator decisivo para a resiliência.

Instituições eficientes, menor desigualdade e maior coesão social ampliam a capacidade de responder a crises, organizar recursos e coordenar ações de emergência. No caso dos dois países, o estudo aponta que desigualdade social e instabilidade política podem reduzir essa capacidade.

A pesquisa não identifica nenhum lugar completamente seguro diante de uma catástrofe global. As regiões apresentam vantagens e vulnerabilidades diferentes, mesmo quando reúnem várias condições favoráveis.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.