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Disputa pelo trono de Tooro envolve herdeiro não identificado

A mãe do rei Oyo denuncia prisão domiciliar enquanto a família real discute um testamento que menciona um filho biológico.

Disputa pelo trono de Tooro envolve herdeiro não identificado
Foto: @GovUganda/Twitter

A sucessão do reino de Tooro, em Uganda, está em disputa após a apresentação de um testamento que menciona um filho biológico não identificado do rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, morto no mês passado nos Estados Unidos, onde recebia tratamento contra o câncer.

A Rainha-Mãe, Best Kemigisa, afirma que está mantida contra a vontade no palácio, junto com outros integrantes da família real. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 10, ela disse que tropas retiraram os guardas reais sem aviso e foram posicionadas ao redor do local. Segundo Best, os moradores do palácio não podem sair nem receber pessoas livremente.

Oyo assumiu o trono aos 3 anos e governou Tooro durante mais de três décadas. O enterro está marcado para sábado, 11, nos túmulos reais de Karambi, em Fort Portal, capital do reino, no oeste de Uganda.

Disputa pela sucessão

Na quarta-feira 9, o comitê de seleção do clã real Babiito escolheu o príncipe Edward Rukidi Kijanangoma como sucessor do primo. A decisão foi contestada pela princesa Ruth Komuntale, irmã do rei morto.

Ruth apresentou um testamento que, segundo ela, foi redigido por Oyo em 2022. O documento indicaria um filho biológico como herdeiro, mas não revelaria o nome. Integrantes da elite de Tooro decidiram excluir esse possível descendente da votação por não terem conhecimento prévio sobre sua existência.

A controvérsia também envolve a identidade da mãe do suposto herdeiro. Andrew Mwenda, figura de Uganda originária de Tooro, questionou se o reino conhece a mãe e os antecedentes do possível filho.

O primeiro-ministro pediu contenção. Ele afirmou que o testamento deve ser examinado, que as diferentes posições precisam ser ouvidas e que a sucessão deve seguir os costumes, a lei aplicável e as instituições adequadas. Também defendeu que o processo ocorra com calma e credibilidade, enquanto o rei aguarda o enterro.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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