Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Mundo

Eleições de meio de mandato redesenham o futuro de republicanos e democratas

A votação de novembro pode redefinir o trumpismo e a direção do Partido Democrata rumo à disputa pela Casa Branca em 2028.

Eleições de meio de mandato redesenham o futuro de republicanos e democratas
Foto: Kent Nishimura/AFP

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos devem redefinir os dois grandes partidos do país e influenciar a corrida presidencial de 2028. Republicanos e democratas enfrentam disputas internas enquanto tentam transformar a votação de novembro em uma demonstração de força para seus projetos políticos.

Republicanos sob influência de Trump

Donald Trump usa a convenção republicana realizada nos dias 9 e 10 de setembro, no Texas, para reforçar o controle sobre o partido. O encontro, tradicionalmente associado à escolha de candidatos à Presidência, reúne apoiadores da corrente MAGA e nomes que estarão nas urnas em novembro. Trump discursa nas duas noites.

A movimentação faz parte da intenção do presidente de permanecer influente depois de deixar a Casa Branca. Impedido de disputar novamente a Presidência, ele apoia candidatos alinhados a seu projeto e atua contra republicanos que fizeram oposição a ele nas primárias.

As pesquisas atuais não favorecem o Partido Republicano, embora o histórico recente mostre dificuldades dos levantamentos nos Estados Unidos. A aprovação de Trump oscila entre 37% e 41%, pressionada pela alta de preços. George W. Bush perde a maioria na Câmara e no Senado em 2006 com índices semelhantes. Em 2018, Trump tem 44% de aprovação e os republicanos deixam de ser maioria entre os deputados.

O modelo mais recente de Nate Silver dá ao Partido Democrata 86% de chance de recuperar a maioria na Câmara e 59% de possibilidade de fazer o mesmo no Senado. Para isso, os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras. Texas, Ohio, Alasca e Iowa aparecem entre os estados com disputas competitivas.

Disputa pela direção democrata

O Partido Democrata ainda tenta se reorganizar depois da derrota de dois anos atrás. O declínio de Joe Biden e de Nancy Pelosi deixa um espaço aberto na liderança, enquanto grupos mais à esquerda ganham influência entre os eleitores jovens.

Essa ala inclui os Socialistas Democráticos da América, onde se destacam Alexandria Ocasio-Cortez e Zohran Mamdani, além de um grupo identificado como progressista. Também ganha projeção Abdul El-Sayed, que vence a primária democrata para o Senado em Michigan com propostas de serviço de saúde gratuito para todos e fim do ICE. A vantagem dele sobre o republicano Mike Rogers passa de 1,6 para 2,9 pontos em um mês.

Para Elaine Kamarck, diretora do Centro de Gestão Pública da Brookings Institution, os grupos radicais continuam minoritários e não têm poder equivalente ao movimento MAGA. Ainda assim, a liderança democrata pode incorporar partes moderadas desse discurso após as eleições, em busca de uma imagem capaz de substituir o resultado de 2024.

A composição do Congresso definirá os próximos dois anos do governo federal. Uma maioria republicana pode facilitar a aprovação de uma agenda conservadora, enquanto uma vitória democrata pode abrir espaço para investigações sobre a guerra no Irã, casos de corrupção no Executivo e outros temas. Trump afirma: “Se perdemos a eleição vou sofrer impeachment”.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.