WASHINGTON — Estados Unidos e China anunciam a criação de um canal bilateral para tratar de incidentes relacionados à inteligência artificial (IA), após uma cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O encontro termina com poucos avanços concretos, mas mantém o diálogo entre os dois governos.
A Casa Branca informa que os países instituem o Diálogo Estados Unidos–China sobre Superinteligência (SI), voltado à troca de avaliações sobre riscos e benefícios da tecnologia. Washington afirma que os líderes concordam em usar o termo SI em vez de IA. A próxima reunião está prevista para novembro.
A imprensa estatal chinesa também confirma a criação da linha direta. Xi defende que a inteligência artificial permaneça sob controle humano e que Estados Unidos e China mantenham “uma relação sem conflito nem confrontação”. Antes da cúpula, Trump havia dito que preferia deixar a tecnologia exatamente onde está.
Comércio e próximos encontros
Durante a reunião, os presidentes discutem ainda comércio e a guerra no Irã. A Casa Branca informa que a China se compromete a importar pelo menos 10 milhões de toneladas de carvão dos Estados Unidos em 2027 e 2028. Os dois países também concordam com um tratamento tarifário mais favorável para 30 bilhões de dólares em bens não sensíveis.
Trump e Xi confirmam que voltarão a se encontrar na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Shenzhen, na China, em novembro, e no fórum do G20, no resort Doral de Trump, em Miami, em dezembro.
Trump afirma que conversou com Xi sobre o Irã, aliado de Pequim, e sobre possíveis avanços na reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente americano declara que o encontro foi positivo e que os dois países alcançaram avanços enormes.
Xi também pede prudência a Washington em relação a Taiwan, considerada parte do território chinês por Pequim, enquanto os Estados Unidos apoiam militarmente a ilha. O líder chinês defende uma coexistência pacífica entre as duas potências.
A visita de Estado inclui um banquete oferecido por Trump e o anúncio da chegada de dois pandas ao zoológico de Atlanta, apresentado como um símbolo da diplomacia chinesa.



