SÃO PAULO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o equilíbrio das contas públicas precisa caminhar junto com políticas de inclusão social. Durante evento com empresários nesta sexta-feira (25/9), em São Paulo, ele critica propostas de corte que atinjam a população pobre e defende uma reforma política.
Lula diz que o país precisa combinar responsabilidade fiscal e social para reduzir os efeitos dos gastos públicos sobre os mais pobres. “Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória”, declara. O presidente também sustenta que não se deve gastar mais do que se arrecada e cita um conselho de sua mãe sobre evitar dívidas sem condições de pagamento.
Ao responder a cobranças sobre as contas públicas, Lula afirma que recebeu o país com 2,8% de déficit e que, neste ano, entregou superávit de 0,1%. Segundo ele, o resultado ainda é pequeno, mas indica uma retomada da responsabilidade fiscal.
Reforma política e contas judiciais
Candidato à reeleição, Lula participa do ciclo Esfera Recebe, promovido pela Esfera Brasil no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel. Ele é o primeiro presidenciável da programação e discursa para cerca de 700 pessoas, entre executivos e autoridades.
Em discurso de mais de 30 minutos, o presidente menciona o pagamento de R$ 94 bilhões em precatórios, em acertos de contas fiscais relacionados a pagamentos expedidos pela Justiça. Ele afirma que foi necessário negociar com outros ministros para obter recursos e manter o governo.
Lula também defende uma reforma política e diz que a estabilidade jurídica ainda é incerta. “Não vou decidir sozinho, mas acho que a sociedade vai ter que se manifestar”, afirma.
O presidente ainda diz que a Reforma Tributária precisa ser testada para que seus efeitos sejam avaliados. Ao tratar de minerais críticos, defende que a exploração, a transformação e a industrialização ocorram sob comando brasileiro, embora também queira a participação de empresas estrangeiras.



