Santos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% Santos 23°C 21° / 24°
Notícia a toda hora
Mundo

Execução de Christa Pike falha após duas injeções letais no Tennessee

Condenada por assassinato, americana sobrevive à tentativa de execução e permanece hospitalizada enquanto o estado revisa o protocolo.

Execução de Christa Pike falha após duas injeções letais no Tennessee
Foto: Riverbend Maximum Security Institution/Reprodução

Christa Pike, de 50 anos, sobreviveu a uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos, após receber duas doses de pentobarbital. Ela foi levada a um hospital depois que as autoridades constataram que seu coração continuava batendo.

A execução ocorreu na noite de quarta-feira, 30, na Penitenciária de Segurança Máxima Riverbend, em Nashville. Pike parecia acordada durante o procedimento, segundo a jornalista Kim Chandler, que acompanhava a execução. As persianas da câmara foram fechadas duas vezes, e as testemunhas da imprensa foram retiradas do local.

O pentobarbital é um barbitúrico usado em protocolos de execução em diversos estados americanos, incluindo o Tennessee. A substância deveria provocar inconsciência, paralisia e parada cardíaca. Até a publicação do caso, o Departamento de Correções do Tennessee não havia explicado por que o procedimento falhou.

Investigação e próximos passos

O advogado de direitos humanos Clive Stafford Smith apontou duas hipóteses: os medicamentos podem estar vencidos ou a equipe pode ter enfrentado dificuldades para localizar as veias de Pike. Ele também afirmou que médicos não podem participar das execuções nos Estados Unidos, o que deixa a aplicação das drogas a cargo de pessoas sem qualificação adequada.

Após o incidente, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu nesta quinta-feira, 1º de outubro, as execuções restantes previstas para 2026 no estado. Ele determinou uma revisão abrangente, conduzida por investigadores independentes, para apurar o fracasso das injeções.

Pike continua hospitalizada e ainda pode retornar ao corredor da morte. O Departamento de Correções do Tennessee declarou que seguiu o protocolo legal aprovado pela Procuradoria-Geral e que a substância prevista é considerada eficaz. O órgão informou também que o protocolo não prevê procedimentos adicionais após as etapas realizadas.

Uma hora antes da execução, um tribunal federal de apelações havia adiado o procedimento para analisar alegações de abuso sexual e estupro sofridos por Pike na infância. Mais tarde, a Suprema Corte dos Estados Unidos revogou a suspensão e permitiu que o Tennessee prosseguisse.

Condenação e histórico do caso

Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, em 1995, quando as duas tinham 18 anos. Segundo a investigação, Pike atraiu a colega para uma área florestal isolada com a ajuda do namorado, Tadaryl Shipp, e de outra amiga. Slemmer, de 19 anos, foi torturada, espancada e assassinada.

Shipp tinha 17 anos na época e não pôde receber a pena de morte. Ele cumpre prisão perpétua. A defesa atual de Pike afirma que ela sofreu abusos sexuais e estupros na infância e na adolescência, além de abandono familiar, lesão cerebral e problemas de saúde mental não tratados.

Desde 1976, apenas 18 mulheres foram executadas nos Estados Unidos, em comparação a mais de 1. 600 homens. Dados do Death Penalty Information Center indicam que, entre 1890 e 2010, 276 das 8.776 execuções apresentaram problemas. A injeção letal teve a maior taxa de erro no período: 7,2%.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.