SÃO PAULO — Marina Silva (REDE-SP) afirmou, no último debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, que a segurança pública no estado não está resolvida. O evento foi promovido pela EPTV nesta quarta-feira, e Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP) não participaram.
A candidata contestou a narrativa usada na campanha de que os problemas de segurança foram solucionados. Marina declarou que cerca de 20% dos furtos e roubos de celulares registrados no Brasil acontecem na cidade de São Paulo. Também citou aumento de 7% nos estupros no estado durante o primeiro semestre e crescimento de cerca de 10% nos feminicídios.
Marina afirmou que, se eleita senadora, ajudará o presidente Lula a manter o legado que ele vem construindo no Brasil. Entre as ações mencionadas, citou a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, a saída do Brasil do mapa da fome, o programa Pé de Meia e a votação, na Câmara dos Deputados, pelo fim da jornada 6×1.
Bolsa Família
Em embate com Soninha Francine (Cidadania-SP), Marina defendeu o Bolsa Família como uma ponte para novas oportunidades e afirmou que o programa contribui para a inclusão produtiva. Segundo ela, mais de 700 mil famílias deixaram o benefício no estado de São Paulo depois de conseguir trabalho.
A candidata também disse que o programa permite que mulheres tenham mais possibilidade de escolha profissional e mencionou o reajuste do Bolsa Família para corrigir a inflação, feito novamente pelo governo Lula.
Marina questionou a atuação do deputado Zé Trovão, a quem atribuiu uma ação na Justiça para derrubar o reajuste. Ela relacionou o parlamentar ao grupo dos candidatos que não participaram do debate.




