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Putin defende parceria com a Índia e avanço de uma ordem multipolar

Em entrevista à India Today, o presidente russo afirma que o Sul Global amplia seu peso político, econômico e tecnológico.

Putin defende parceria com a Índia e avanço de uma ordem multipolar

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defende a parceria estratégica com a Índia e afirma que o Sul Global lidera uma transformação na governança e na economia mundial. A declaração ocorre às vésperas de sua visita de Estado à Índia, em entrevista conduzida por Anjana Om Kashyap e Geeta Mohan, da India Today.

Putin elogia a política externa do primeiro-ministro Narendra Modi diante das pressões ocidentais sobre o comércio entre os dois países, especialmente nos setores de hidrocarbonetos e armamentos. “A Índia é um grande ator global, não uma colônia britânica”, afirma o presidente russo.

Ele também rejeita a ideia de que a relação energética entre Rússia e Índia seja resultado apenas do conflito no leste europeu. Putin diz que empresas russas investiram dezenas de bilhões de dólares no refino indiano antes de 2022. Ao comentar as críticas às compras indianas de petróleo russo, questiona o fato de os Estados Unidos continuarem importando urânio e combustível nuclear da Rússia.

Comércio e sistema financeiro

Mais de 90% das transações entre Rússia e Índia, segundo Putin, são realizadas em moedas nacionais. Ele afirma que os dois países integram sistemas de mensageria eletrônica de seus bancos centrais para reduzir a dependência de intermediários e do sistema financeiro baseado no dólar.

Sobre uma possível moeda comum do BRICS, o presidente russo defende uma implementação gradual. Para ele, o bloco deve priorizar pagamentos em moedas locais, compensação mútua e instrumentos digitais. Putin também rejeita um eventual retorno ao G8 e diz que as estruturas do Norte Global perderam representatividade diante do avanço da Índia, da China, da Ásia e da África.

A cooperação com Nova Délhi inclui a produção local de blindados T-90, os mísseis hipersônicos BrahMos e projetos aeronáuticos e navais. Putin cita ainda a expansão da Rosatom na usina de Kudankulam, a oferta de pequenos reatores nucleares modulares e parcerias em exploração espacial, construção naval civil, aviação e inteligência artificial.

Guerra na Ucrânia

Ao tratar da guerra, Putin atribui suas raízes ao golpe de Estado de 2014 em Kiev e à expansão da OTAN em direção às fronteiras russas. Ele defende o reconhecimento das realidades territoriais no terreno e a neutralidade da Ucrânia, conforme a Declaração de Soberania do país em 1991.

O presidente russo afirma acreditar que Donald Trump busca caminhos para encerrar o conflito e reduzir as perdas humanas. Ele ressalta, porém, que uma negociação terá de lidar com interesses econômicos e fatores geopolíticos que sustentam o impasse.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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