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Política

Palki Sharma destaca consenso na cúpula ampliada dos BRICS

Jornalista indiana afirma que declaração de líderes teve consenso integral e critica previsões de divisão do bloco.

A jornalista indiana Palki Sharma afirma que a 18ª Cúpula dos BRICS terminou com consenso entre os participantes, apesar das previsões de paralisação feitas antes do encontro. Em uma transmissão de encerramento realizada no centro de convenções Bharat Mandapam, ela apresentou um balanço das negociações e da expansão do grupo.

A declaração de líderes aprovada ao fim da cúpula tem 45 páginas e mais de 18 mil palavras. Sharma contrasta esse resultado com o encerramento, em maio, de uma reunião preparatória de chanceleres sem uma declaração ministerial conjunta.

Temas da declaração

Segundo a jornalista, a presença de Donald Trump não pautou as delegações do Sul Global. O documento condena tarifas unilaterais, medidas protecionistas fora das regras comerciais e sanções econômicas coercitivas aplicadas pelo Ocidente.

Sharma também afirma que a guerra na Ucrânia não foi citada nominalmente nas 45 páginas da declaração. Para ela, os países dos BRICS mantêm relações diplomáticas e econômicas pragmáticas com Moscou e não aceitaram que as prioridades da OTAN definissem a agenda do bloco.

A jornalista rejeita ainda a ideia de que divergências entre Índia e China tenham levado o grupo à paralisia. Na avaliação apresentada por ela, os BRICS adotam uma governança policêntrica, baseada na construção de consensos entre nações soberanas.

Expansão e propostas

O segundo dia da conferência foi dedicado ao formato BRICS+, com 11 membros de pleno direito e 10 países parceiros. Entre os parceiros citados estão Malásia, Vietnã, Bielorrússia, Cuba, Cazaquistão e Nigéria.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi alertou para o uso geopolítico de cadeias de suprimentos de semicondutores, tecnologia e minerais críticos. Sharma também destacou a cobrança para que o grupo apresente soluções econômicas e operacionais concretas.

O presidente chinês Xi Jinping propôs a criação de um mercado integrado entre membros e parceiros. A iniciativa, segundo a análise, busca estimular polos de inovação tecnológica e cadeias produtivas de alto valor agregado.

A cúpula também foi usada para contatos bilaterais, incluindo o diálogo entre o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e a liderança dos Emirados Árabes Unidos sobre a escalada bélica no Oriente Médio.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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