A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes ganha destaque em publicações dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Argentina. A repercussão concentra-se no conflito entre ministros, no caso Banco Master e nos possíveis efeitos sobre a eleição presidencial brasileira.
A Reuters descreve a análise como uma decisão sem precedente sobre um ministro em exercício e apresenta Moraes como um dos integrantes mais poderosos do tribunal. A agência relaciona o episódio às acusações de que o ministro teria assessorado Daniel Vorcaro, ex-banqueiro apontado como líder de um esquema de fraude multibilionário.
O Washington Post reproduz uma notícia da Associated Press que registra o adiamento das deliberações sobre Moraes. A publicação afirma que a decisão pode ficar para dezembro, depois da eleição, e cita Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro como os candidatos mais competitivos. O texto também coloca Moraes e Mendonça em lados opostos do espectro político brasileiro.
Disputa política e crise no tribunal
O Guardian classifica o episódio como um confronto entre dois magistrados rivais às vésperas da eleição presidencial. O jornal afirma que o STF atravessa a maior crise desde o retorno da democracia, na década de 1980, e relaciona Moraes à atuação contra Jair Bolsonaro após a derrota do ex-presidente em 2022.
O El País destaca os insultos e as ofensas trocados durante a sessão. A publicação afirma que a audiência terminou sem que os ministros analisassem as acusações de corrupção contra um colega ou decidissem pela abertura de um inquérito. Também registra que o tribunal nunca havia investigado um de seus próprios integrantes em 135 anos de história.
Para a Economist, o STF está em crise e Moraes ocupa o centro do impasse. A publicação menciona os vínculos do ministro com Vorcaro e o embate com Mendonça, além da possibilidade de mudanças no cenário jurídico após a eleição presidencial.
O Clarín relata que a sessão, marcada por gritos entre juízes, termina sem resultado imediato. O jornal afirma que o Supremo opera de maneira extremamente politizada diante da eleição de outubro, com ministros inclinados a diferentes candidatos.



