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Rendimento dos títulos dos EUA atinge máximas de décadas e pressiona mercados globais

Yields de 30 anos chegam a 5,44%, enquanto títulos do Japão, Reino Unido e Alemanha também renovam máximas em vários anos.

Rendimento dos títulos dos EUA atinge máximas de décadas e pressiona mercados globais

Os rendimentos dos títulos de dívida dos Estados Unidos voltam a disparar nesta quinta-feira (24), levando o papel de 30 anos a 5,44%, maior nível desde 2004. O título de 10 anos, referência para o mercado norte-americano, alcança 5,10%, o maior patamar desde julho de 2007.

A alta também aparece em outros mercados. Os títulos do Japão atingem o maior nível desde agosto de 1996, enquanto papéis do Reino Unido e da Alemanha renovam máximas em vários anos.

A escalada dos yields ocorre em meio à combinação de pressões fiscais, econômicas, geopolíticas e de oferta. Indicadores recentes dos Estados Unidos vêm mais fortes do que o esperado, enquanto a alta dos preços do petróleo reforça as preocupações com a inflação.

Juros dos EUA no centro do movimento

Preços e rendimentos dos títulos se movem em direções opostas. Quando há uma liquidação, com muitos investidores vendendo os papéis, os preços caem e o rendimento oferecido precisa subir para atrair compradores.

Os sinais recentes indicam que os juros norte-americanos podem permanecer elevados por mais tempo. Michael Barr, diretor do Federal Reserve, afirma que ajustes adicionais na política monetária devem ocorrer. John Williams, presidente do Fed de Nova York, diz que é razoável esperar mais um aumento dos juros até o fim deste ano.

Na reunião da semana passada, o banco central dos Estados Unidos elevou os juros pela primeira vez em três anos. O aumento foi de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.

A possibilidade de uma nova alta já na reunião de outubro passa de 49% na semana passada para mais de 75% nesta quinta-feira (24), conforme dados compilados pelo CME Group. Também há operadores projetando quatro aumentos até o ano que vem.

Reflexos nos mercados emergentes

Juros mais altos nos Estados Unidos podem atrair recursos de mercados emergentes e mais arriscados para os títulos do Tesouro norte-americano. Esse movimento reduz o apetite global por risco e aumenta a pressão de venda sobre ações brasileiras.

A saída de dólares do Brasil tende a pressionar o real. Um dólar mais caro eleva os custos de produtos importados, incluindo combustíveis e alimentos, e pode aumentar a inflação. Nesse cenário, o Banco Central pode interromper os cortes da taxa Selic ou retomar o aperto monetário.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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