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Política

Alcolumbre enfrenta dificuldades para manter aliados no Amapá

Governador apoiado pelo senador aparece atrás nas pesquisas, enquanto sua aliada perde espaço na disputa pelo Senado.

Alcolumbre enfrenta dificuldades para manter aliados no Amapá
Foto: @clecioluis/Facebook

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) enfrenta dificuldades para preservar o domínio político de seu grupo no Amapá, embora mantenha influência no comando do Senado e do Congresso. O estado é o segundo menor colégio eleitoral do país, com 577 534 votantes, e é controlado por aliados do senador há onze anos.

Alcolumbre não disputa eleição neste ano e só precisará renovar o mandato em 2030. Ainda assim, apoia a tentativa de reeleição do governador Clécio Luis (União Brasil), que enfrenta o ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan, o Dr. Furlan (PSD). Pesquisa Real Time Big Data de setembro mostra Furlan com 62% das intenções de voto, contra 31% de Clécio.

Macapá concentra 56% dos eleitores do Amapá, que tem dezesseis municípios. Em 2024, Furlan foi reeleito prefeito no primeiro turno com quase 86 000 votos a mais do que Clécio havia obtido na eleição para o governo dois anos antes. “Macapá é uma capital-estado e concentra basicamente todos os serviços. E nós transformamos a forma de gerir e fazer política”, afirma Furlan.

A esposa do ex-prefeito, Rayssa Furlan (Podemos), também lidera a disputa por uma vaga no Senado, com 33%. Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre e líder do governo Lula no Congresso, aparece com 20%. Alliny Serrão (União Brasil), outro nome apoiado pelo grupo, tem 9%.

A aliança de Alcolumbre com Lula é usada na campanha de Clécio e Randolfe. Após a confirmação da descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, Lula participou de uma agenda em um navio-sonda da Petrobras na costa do Amapá ao lado dos aliados. No estado, porém, o presidente está tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL): 34% a 32%.

A pressão sobre Alcolumbre também cresce em Brasília. Na última semana, ele foi citado em um relatório apócrifo da PF como “alvo estratégico” de uma investigação relatada pelo ministro André Mendonça. Senadores ainda cobram que ele paute o impeachment de Alexandre de Moraes no Senado, o que vem recusando, e criticam o chamado “recesso branco” da Casa durante a crise.

A mobilização chegou ao Amapá. No domingo 13, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu 6 000 pessoas em um ato em Macapá contra Alcolumbre. “Nunca mais o Amapá se curvará para a velha política”, declarou antes de encerrar o discurso com “Fora, Davi!”.

Em outubro, dois terços das cadeiras do Senado serão renovadas. A possibilidade de a direita bolsonarista conquistar maioria ameaça viabilizar uma candidatura de oposição à presidência do Senado, cuja eleição ocorre em fevereiro de 2027. Para a cientista política Mayra Goulart, da UFRJ, há um rebatimento da polarização nacional em torno do STF que favorece a eleição de senadores da extrema direita.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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