SÃO PAULO — O deputado federal Ricardo Salles (Novo) desiste da candidatura ao Senado por São Paulo e declara apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), nomes apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O anúncio ocorre em ato público ao lado do governador, a menos de uma semana do primeiro turno.
Salles aparecia em quinto lugar, com 4% das intenções de voto, na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro. Marina Silva (Rede) registrava 15%, Simone Tebet (PSB), 14%, e Derrite e André do Prado tinham 12% cada. Os quatro estavam em empate técnico, considerando margem de erro de dois pontos percentuais.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirma que a desistência evita a divisão dos votos da direita. Simone Tebet diz que Salles “se rendeu ao Centrão”. Marina Silva declara que a decisão “desrespeita seus eleitores” e tenta conter o avanço de candidaturas femininas progressistas.
Pressão na disputa presidencial
Tarcísio aproveita o anúncio para defender a união da direita em torno de Flávio Bolsonaro (PL), mencionando a possibilidade de vitória contra o PT no primeiro turno. Ele afirma respeitar as candidaturas de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mas pede gestos de união na reta final.
A assessoria de Zema informa que ele mantém a candidatura. Salles afirma ter “obrigação moral” de apoiar o ex-governador mineiro enquanto ele estiver na disputa, mas diz que apoiará Flávio Bolsonaro caso Zema desista por cálculo eleitoral.
A campanha de Flávio Bolsonaro também protocola no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin. A ação pede a cassação do registro e alega abuso de poder político e econômico relacionado ao uso da estrutura do Ministério da Cultura. O documento cita Margareth Menezes e outros servidores.
Flávio nega rumores sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nega envolvimento com o boato. Ronaldo Caiado publica crítica às declarações do candidato, pede “respeito pelas religiões” e depois apaga a mensagem, alegando risco de interpretações equivocadas.
Augusto Cury (Avante) critica adversários após reunião na sede do Bradesco, em São Paulo, e defende responsabilidade fiscal. Ele menciona o custo anual de R$ 1,15 trilhão para financiar a dívida pública e afirma que o Banco Central poderia reduzir a taxa de juros para 7% a 8% em um ano e meio. A Selic está em 13,75% ao ano.
Renan Santos (Missão) publica vídeo sobre segurança pública e defende ações ostensivas e o uso de força extrema contra facções criminosas em comunidades de Salvador, como Bairro da Paz e Planeta dos Macacos.



