Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulam para evitar que todos os candidatos derrotados no primeiro turno apoiem formalmente Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A estratégia é preservar a neutralidade de parte dos presidenciáveis na etapa seguinte da disputa.
Augusto Cury, candidato do Avante, é o principal alvo da movimentação. A articulação envolve Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo, e Rui Costa, ex-ministro e candidato ao Senado pela Bahia.
A avaliação entre os aliados de Lula é que há pouco espaço para uma iniciativa semelhante com Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Os dois devem apoiar o filho de Jair Bolsonaro.
Também não existe expectativa de uma ofensiva em relação a Renan Santos, do Missão. A aposta é que ele permaneça neutro, porque tem feito críticas tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro ao longo da campanha.



