Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, perdeu força nas pesquisas após alcançar 11% das intenções de voto no fim de agosto. Uma semana depois, ele oscilou para baixo e marcou 9%, de acordo com a pesquisa BTG/Nexus.
O desempenho reduz as perspectivas de Cury romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Especialistas avaliam que os números mostram uma demanda por uma alternativa aos dois favoritos, mas apontam que os candidatos posicionados nessa faixa não conseguem ganhar força suficiente para alcançar o segundo turno.
Em uma simulação de confronto direto com Lula, Cury aparece numericamente à frente, com 45% contra 43%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro. A avaliação, porém, é que ele dificilmente ultrapassará Flávio Bolsonaro e tomará do senador a vaga na etapa final.
Votos no segundo turno
Mesmo fora da disputa final, Cury pode ter papel relevante na segunda rodada. A maior parte de seus votos e dos obtidos por nomes da direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, tende a migrar para Flávio Bolsonaro.
“Hoje, Cury é sobretudo um reservatório do eleitor que procura uma saída da polarização”, afirma o cientista político Samuel Oliveira. Para ele, se o candidato permanecer próximo dos dois dígitos, seu apoio será decisivo.
Cury apresenta uma campanha mais propositiva que a de seus principais rivais. Zema registra 1% no primeiro turno e concentra o discurso na defesa da moralização do Supremo. A pedido do Novo, o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.
Caiado marca 5% no primeiro turno e oficializou um pedido de quebra de sigilo das investigações ligadas ao Banco Master. A avaliação apresentada é que Caiado e Zema ameaçam menos a vaga de Flávio do que Cury porque não se apresentam como uma alternativa ao senador.



