SÃO PAULO — A campanha de Augusto Cury atribui a evolução do candidato na disputa presidencial ao apoio espontâneo recebido nas redes após um debate. A estratégia busca consolidá-lo como uma alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
No levantamento CNT/MDA divulgado nesta terça-feira (15), Cury aparece em terceiro lugar no primeiro turno, com 6% das intenções de voto. Lula lidera, com 40,6%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30,4%.
O episódio no debate
O marqueteiro Sérgio Lima afirma que a candidatura ganhou impulso depois do debate da TV Bandeirantes. Cury chegou à porta da emissora considerando desistir da sabatina, irritado com a ausência de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Ele decidiu participar do confronto com Caiado e Renan Santos.
Depois da exibição, pequenos criadores de conteúdo passaram a apoiar o candidato nas redes virtuais. Esses perfis tinham públicos entre 1.000 e 10.000 seguidores. A equipe organizou uma resposta com vídeos de agradecimento gravados pelo próprio Cury para os simpatizantes.
Segundo Lima, a movimentação alcançou influenciadores de maior porte, que também passaram a divulgar o nome do escritor. O marqueteiro afirma que o episódio representou um ponto de virada para a campanha.
Estratégia fora da política
A comunicação apresenta Cury como alguém “fora da política”, característica associada à sua pouca vivência partidária. A equipe evita confrontos ideológicos diretos e explora o perfil do candidato como psiquiatra e escritor, com capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade.
Lima também rejeita a hipótese de que a campanha tenha feito impulsionamento irregular de perfil nas plataformas. A tese do marqueteiro é que o crescimento nas redes ocorreu a partir da adesão espontânea de criadores de conteúdo.


