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Flávio Bolsonaro muda tom sobre Bolsa Família após críticas antigas

Senador contesta ação contra reajuste do benefício, mas já chamou o programa de “bolsa-farelo” e criticou sua finalidade eleitoral.

Flávio Bolsonaro muda tom sobre Bolsa Família após críticas antigas
Foto: Pablo PORCIUNCULA/AFP

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que não apoia a ação apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (SC) para suspender o reajuste de 15,04% do Bolsa Família. A medida, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é extinta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que considera o parlamentar sem legitimidade para fazer o pedido.

A declaração de Flávio é dada na quinta-feira (17). O senador tenta se afastar de posições que indiquem oposição ao programa criado no primeiro mandato de Lula, em 2003. Em anos anteriores, porém, ele fez críticas ao benefício e a iniciativas semelhantes.

Em junho de 2013, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio chama o Bolsa Família de “bolsa-farelo” e acusa o PT de manter os beneficiários em situação de dependência para preservar votos. Em novembro de 2011, ele também registra que foi o único voto contrário, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao projeto que criou o Renda Melhor, programa estadual comparado ao Bolsa Família.

Declarações de Jair Bolsonaro

As críticas de Flávio acompanham posições adotadas por Jair Bolsonaro quando ele ainda era deputado federal. Em 2010, o então parlamentar usa a expressão “Bolsa Farelo” ao questionar o programa e afirma que os pagamentos representariam compra de votos. Na mesma ocasião, diz que beneficiários se tornariam eleitores vinculados ao PT.

Em 2014, Jair Bolsonaro critica um reajuste de 10% anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. Ele relaciona o programa à compra de votos, ao controle dos mais pobres e à tentativa de esconder o desemprego.

Em 2017, durante um evento como pré-candidato, Bolsonaro volta a rejeitar a ampliação do Bolsa Família. No ano seguinte, durante a campanha oficial, começa a mudar de posição.

Já como mandatário, promove um aumento de 50% no Auxílio Brasil, programa que substitui o Bolsa Família durante sua gestão. O reajuste vale apenas até o fim do mandato e ocorre às vésperas do processo eleitoral.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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