FLORIANÓPOLIS — O presidente Lula defende o endurecimento das punições para homens que agridem mulheres e afirma que o combate ao feminicídio também deve envolver os homens. A declaração ocorre neste sábado (19), durante um ato de campanha em Florianópolis (SC).
Lula diz que a violência contra as mulheres não pode ser tratada como uma questão restrita às vítimas. Ele convoca os homens a participar de campanhas de conscientização e faz um apelo específico aos sindicalistas que acompanham o ato: a defesa das mulheres e o combate ao feminicídio, segundo ele, devem aparecer também nos discursos de campanhas salariais.
“As leis vão ser cada vez mais duras, vamos aumentar a pena”, afirma o presidente.
Voto e disputa eleitoral
No mesmo discurso, Lula defende que mulheres votem em candidatas mulheres, mas condiciona o apoio ao alinhamento político com seu grupo. A fala ocorre na primeira agenda de campanha do presidente em Santa Catarina neste pleito.
Ele também associa a participação feminina na política a temas como violência de gênero e igualdade.
Petróleo, educação e tecnologia
Lula defende que uma parcela relevante dos recursos da exploração de petróleo na Margem Equatorial seja destinada à educação e à tecnologia em um eventual próximo governo. Ele relaciona os investimentos ao desenvolvimento de inteligência artificial em português e à formação de profissionais brasileiros.
O presidente também compara propostas de política pública e desenvolvimento econômico, colocando em lados opostos a distribuição de armas e de livros, além da destruição e da criação de empregos.
Universidades e Pé-de-Meia
Lula cita a expansão da rede federal de ensino superior em Santa Catarina. Segundo ele, das seis universidades federais existentes no estado, cinco foram criadas durante seus governos.
O presidente menciona o Pé-de-Meia, programa voltado à permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio, com incentivos financeiros vinculados à trajetória escolar.
Ao defender mais investimentos em educação, Lula compara os gastos públicos com uma universidade de engenharia espacial e o custo de manutenção de pessoas privadas de liberdade: R$ 20 mil por ano por aluno contra R$ 35 mil por ano por preso.
O presidente rejeita a redução da maioridade penal como solução para a violência juvenil e defende ampliar o tempo de permanência dos jovens na escola. Para ele, investir em educação e saúde é uma forma de cuidar do futuro do país.



