FLORIANÓPOLIS — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, durante um ato de campanha neste sábado (19), a eleição como uma escolha entre projetos distintos para o Brasil. Em Florianópolis, Santa Catarina, ele contrapôs as políticas de seu governo à gestão de Jair Bolsonaro e destacou educação, saúde, desenvolvimento e proteção social.
Lula criticou a ampliação do acesso às armas durante o governo anterior. “No governo deles, eles aprovaram a compra de 1 milhão de armas e 1,1 bilhão de balas”, afirmou. O presidente também voltou a questionar a condução da pandemia de Covid-19, período em que o Brasil registrou mais de 700 mil mortes pela doença.
Combate ao feminicídio
Outro ponto do discurso foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. Lula defendeu o aumento das penas para agressores e afirmou que os homens precisam assumir responsabilidade no combate ao feminicídio. “As leis vão ser cada vez mais duras. Vamos aumentar as penas”, declarou.
O presidente também incentivou as eleitoras a ampliarem a presença feminina na política e defendeu votos em candidatas de seu campo político. Dados do Ministério da Justiça indicam 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho deste ano, ante 876 no mesmo período de 2025, uma redução de 3,2%.
Tecnologia e agronegócio
Ao tratar do desenvolvimento econômico, Lula defendeu o uso de recursos naturais e da energia para financiar educação, pesquisa e a formação de engenheiros e cientistas. Ele citou a necessidade de ampliar a capacidade brasileira em setores como chips e baterias e afirmou: “Queremos exportar inteligência, conhecimento”.
Em Santa Catarina, o presidente também destacou o agronegócio. Segundo Lula, o governo realizou 693 aberturas de mercado para produtos brasileiros desde janeiro de 2023. Desse total, 118 estão relacionadas às quatro principais proteínas produzidas no estado. Ele ainda afirmou que sua gestão ampliou crédito e oportunidades comerciais para o setor.
Apelo aos eleitores mais velhos
Na reta final antes do primeiro turno, Lula pediu aos eleitores com 70 anos ou mais que considerem os filhos, netos e as próximas gerações ao decidir se irão às urnas. A partir dessa idade, o voto é facultativo. Esse grupo representa 10,8% do eleitorado brasileiro em 2026, ou aproximadamente 17,2 milhões de pessoas.



