O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida busca ampliar o processamento desses recursos no Brasil e fortalecer a capacidade industrial do país em setores ligados à tecnologia e à transição energética.
A política pretende reduzir a dependência do modelo baseado na exportação de matéria-prima com pouco beneficiamento. O governo quer estimular etapas de pesquisa, inovação, transformação e industrialização dentro do país, aumentando a participação da indústria brasileira nas cadeias de baterias, veículos elétricos, energia renovável e tecnologias de ponta.
“Durante séculos, o Brasil exportou matéria-prima barata e importou de volta produtos processados por um valor muito maior”, afirmou Lula.
Soberania e terras raras
Minerais críticos e terras raras ganharam relevância na disputa internacional por tecnologia, energia e segurança das cadeias de produção. O Brasil tem reservas desses recursos e pretende transformar essa vantagem mineral em capacidade industrial e tecnológica.
Durante a sanção, Lula disse que o país está aberto a investimentos e parcerias internacionais, mas deve manter a decisão sobre as condições desses acordos. O presidente também defendeu que os minerais estratégicos não sejam exportados em estado bruto para que as etapas de maior valor agregado sejam realizadas no exterior.
A política prevê instrumentos para estimular pesquisa, inovação, beneficiamento e industrialização, com o objetivo de fortalecer diferentes etapas da cadeia produtiva no país. Lula também destacou a formação de trabalhadores especializados e defendeu que universidades e Institutos Federais se preparem para profissões relacionadas à economia digital, aos minerais estratégicos e à transição energética.
A expectativa do governo é transformar recursos que despertam o interesse de grandes potências em tecnologia, empregos qualificados e renda dentro do Brasil. Lula afirmou que o futuro do país deve ser construído pelos brasileiros.



