Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro registram o temor do então controlador do Banco Master de que viesse a público um possível jantar com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, no fim de 2024.
A conversa começa em 8 de dezembro, quando o empresário Flávio Carneiro pergunta a Vorcaro se ele participaria de um jantar com seu xará e o pai dele. Conforme fontes da PF familiarizadas com a investigação, as referências seriam ao senador Flávio Bolsonaro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carneiro explica que Thiago, ligado a Léo, insistia em aproximar Vorcaro dos dois políticos. Menos de 10 minutos depois, Vorcaro responde que os dois deveriam conversar antes.
No dia seguinte, o então banqueiro volta ao tema e pede sigilo sobre uma “reunião bolso”. Em seguida, escreve: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”. Carneiro responde “fala cumpadre [sic]”.
As mensagens não comprovam que o jantar tenha acontecido. O conteúdo mostra a negociação de um possível encontro e a preocupação de Vorcaro com a divulgação da articulação.
Quem é o Thiago citado
O Thiago mencionado nos diálogos seria o publicitário Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, conhecida também como Agência MiThi. Ele foi sócio do Portal Léo Dias.
Em 18 de dezembro, 10 dias depois da primeira conversa sobre o jantar, Miranda voltou a procurar Vorcaro. Na ocasião, enviou mensagens sobre um “contrato de financiamento de produção”.
Na época das conversas, Jair Bolsonaro ainda não estava preso, mas era investigado em relação à tentativa de golpe após as eleições de 2022.



