Os candidatos à Presidência da República criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidenciáveis ausentes durante o debate realizado na sexta-feira (18). O encontro foi promovido pelo G4, em parceria com o portal Metrópoles e o podcast Inteligência Ltda.
Romeu Zema (Novo) afirmou que o STF se tornou um “balcão de negócios” e defendeu o afastamento de juízes e magistrados envolvidos em corrupção. O candidato também pediu “grandes reformas” e criticou o reajuste do Bolsa Família, classificado por ele como uma medida populista.
Ao comentar a atuação do Supremo, Augusto Cury (Avante) disse que o episódio recente envolvendo o ministro Flávio Dino foi quase um teatro. Para Cury, o pedido de vista adiou novamente a discussão de problemas do país. Ele defendeu uma reforma no Judiciário, mandatos de oito anos para ministros do STF e investigação de ministros corruptos.
Zema também direcionou críticas ao Senado. Na avaliação dele, o problema da Casa é o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem acusou de não permitir a votação do impeachment de ministros do Supremo e de ter envolvimento com o Banco Master.
Propostas apresentadas
Samara Martins (Unidade Popular) abriu sua participação defendendo o fim da escala 6×1, aumento de 100% do salário mínimo e enfrentamento aos ricos. Ela também mencionou a suspensão do pagamento da dívida pública e, até aquele momento, não havia comentado o STF.
Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) não participaram do debate. As ausências também foram citadas nas primeiras rodadas de perguntas, que trataram ainda do reajuste do Bolsa Família e das críticas ao Supremo.



