SÃO PAULO — O ex-vereador e ex-presidente da Câmara dos Vereadores Milton Leite é alvo de um mandado de prisão em uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. Deflagrada na manhã desta quinta-feira, 17, a ação investiga suspeitas de vínculos entre empresas de transporte coletivo da capital paulista e o Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Leite não é localizado em casa durante o cumprimento das medidas. Sem mandato desde que decidiu não disputar as eleições de 2024, ele preside o União Brasil no estado de São Paulo. A operação Vectura Corrupta é um desdobramento da força-tarefa Dercúrio, realizada em 2024, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
A ação prevê o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão. A suspeita é de que o mecanismo investigado em 2024 continue em funcionamento em 2026. Na apuração anterior, as empresas seriam usadas para lavar dinheiro e articular candidaturas de políticos que pudessem beneficiar o grupo criminoso. A Transwolff, que atuava na capital e na região metropolitana, sofreu intervenção da prefeitura durante as investigações.
Em nota, a SSP afirma que foram identificados advogados e políticos que integrariam a estratégia criminosa. “A maioria dos alvos exerce função de liderança dentro da facção”, diz o texto atribuído à Polícia Civil.
Trajetória política
Milton Leite conquistou o primeiro mandato de vereador em 1997 e permaneceu no cargo por 7 mandatos consecutivos, equivalentes a 28 anos. Ele presidiu a Câmara dos Vereadores de 2017 a 2018 e de 2021 a 2024.
Aos 70 anos, Leite também é pai de Alexandre Leite, deputado federal, e de Milton Leite Filho, deputado estadual. Os dois são candidatos neste ano. A principal base eleitoral do ex-vereador fica na zona sul de São Paulo, na região do Grajaú.



