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Perícia aponta falha em lacres de aparelhos apreendidos no caso Dark Horse

Mais de 15 notebooks, celulares e pen drives foram devolvidos à Polícia Civil para troca dos lacres antes de nova análise.

Perícia aponta falha em lacres de aparelhos apreendidos no caso Dark Horse

Peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo recusaram a análise de mais de 15 aparelhos apreendidos em endereços ligados a Karina da Gama, dona da Go Up, produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL).

A perícia identificou falhas nos lacres de notebooks, celulares e pen drives recolhidos pela Polícia Civil de São Paulo durante a operação relacionada à investigação sobre a produção do filme. Embora os equipamentos estivessem embalados individualmente e sem rompimento aparente dos lacres, havia um vão nos pacotes.

Segundo o registro formal da perita, o espaço permitia a entrada de um cabo USB para alimentação, transferência ou possível manipulação de dados. Em ao menos 13 aparelhos, o documento menciona expressamente o risco de alteração do conteúdo armazenado. A perícia registrou que os itens permitiam a entrada de cabo e a manipulação dos dados no interior dos equipamentos.

Após a recusa, os aparelhos foram devolvidos à Polícia Civil. A corporação determinou a instalação de novos lacres para preservar a cadeia de custódia, sete dias depois da apreensão. O documento enviado ao Supremo Tribunal Federal informa que, concluída essa etapa, os dispositivos seriam encaminhados novamente à perícia.

Dois celulares estavam em endereços ligados diretamente a Karina da Gama. Os demais equipamentos foram recolhidos em empresas que prestavam serviços a entidades fundadas por ela. Essas empresas são investigadas pela Polícia Civil paulista sob suspeita de simulação de contratos e fraude em notas fiscais.

Investigação

Os dados integram material cujo sigilo foi levantado no domingo pelo ministro Flávio Dino, do STF. A investigação trata do envio de emendas parlamentares por deputados do PL a uma rede de empresas ligadas a Karina e à produtora de Dark Horse.

A Polícia Federal apontou uma rede de entidades e empresas suspeitas de fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro, além de movimentação de recursos superior a centenas de milhões de reais. Karina nega irregularidades nos negócios e afirma estar sendo pressionada e ameaçada.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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