RIO DE JANEIRO — Eduardo Paes (PSD) aparece à frente de Douglas Ruas (PL) nas quatro pesquisas recentes sobre a disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A diferença entre os candidatos varia de 10 a 23,2 pontos percentuais, conforme o instituto e o período de coleta.
O levantamento com menor distância é o Real Time Big Data, divulgado em 14 de setembro. Paes tem 35% das intenções de voto, contra 25% de Ruas. No Datafolha, divulgado três dias antes, os índices são de 43% e 25%, respectivamente, uma vantagem de 18 pontos.
Nas pesquisas publicadas em 8 de setembro, a distância é maior. A Quaest registra 39% para Paes e 18% para Ruas, diferença de 21 pontos. O Paraná Pesquisas aponta 43,5% para o ex-prefeito e 20,3% para Ruas, que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio. A separação chega a 23,2 pontos percentuais.
Os resultados não formam, sozinhos, uma sequência de queda da vantagem para mais de 20 pontos até 10 pontos. Os institutos usam metodologias, amostras e períodos de coleta diferentes.
Nas comparações internas, a Quaest mostra Paes passando de 37% para 39% e Ruas, de 14% para 18%. No Paraná Pesquisas, Paes oscila de 44,5% para 43,5%, enquanto Ruas vai de 15,5% para 20,3%. No Datafolha, os índices mudam de 41% para 43% e de 19% para 25%, respectivamente. O Real Time Big Data apresenta a distância de 10 pontos no cenário com todos os candidatos testados.
Segundo turno e metodologia
Em um eventual segundo turno, a Quaest indica 52% para Paes e 26% para Ruas. No Datafolha, o resultado é de 54% a 34%. O Real Time Big Data aponta uma disputa mais próxima, com 42% para Paes e 33% para Ruas.
A Quaest ouviu 1.302 eleitores fluminenses entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre 5 e 7 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e confiança de 95%.
O Datafolha ouviu 1.204 pessoas entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%. O Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre 9 e 12 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


