Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirma que pretende proibir as bets no estado caso seja eleito. Ele classifica a expansão das apostas on-line como uma “epidemia” e diz que os danos sociais da atividade superam os possíveis benefícios tributários.
Haddad afirma que passou a compreender a dimensão do problema durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda. Na avaliação dele, muitos apostadores não conseguem lidar adequadamente com as plataformas. “As pessoas não estão sabendo lidar com isso”, diz.
Críticas à política estadual
O candidato também critica a política do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o setor. Haddad afirma que Tarcísio autorizou as bets em São Paulo e apresenta a proibição como uma proposta oposta à atual orientação do governo estadual.
Ele argumenta que o setor se transformou em uma estrutura ligada ao financiamento, aos meios de comunicação e aos times de futebol. Para Haddad, a arrecadação não compensa os prejuízos associados às apostas: “não há arrecadação que justifique o mal que isso está fazendo para o brasileiro”.
Avaliação após passagem pelo ministério
Durante a gestão de Haddad na Fazenda, o governo federal avançou na regulamentação e na tributação das apostas de quota fixa. O candidato afirma que só entendeu o tamanho do mercado depois de acompanhar seus números e seu funcionamento no ministério.
Haddad relaciona as bets à saída de recursos do Brasil e afirma que as empresas não pagavam impostos antes dos avanços regulatórios mencionados. Também diz que o setor não gera emprego nem bem-estar e estima que o dinheiro movimentado possa representar entre 0,5% e 1% do PIB.



