A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a existência e o acesso a um possível relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações bancárias de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A manifestação é assinada por Hindenburgo Chateaubriand Filho, número dois do órgão, nesta segunda-feira, 14.
O pedido ocorre após o levantamento do sigilo de um dos ramos da investigação sobre as transações financeiras do ex-banqueiro. No procedimento, a Polícia Federal apresenta um relatório com movimentações de empresas próximas de Vorcaro, mas o documento não inclui as operações financeiras mais robustas atribuídas a ele. A PF solicita acesso à íntegra da documentação do Coaf.
A PGR pede que o gabinete do ministro relator, André Mendonça, confirme se houve decisão sobre a representação policial. Em caso de deferimento, quer saber se o relatório está disponível para consulta dos ministros. Não há, nos autos disponibilizados, registro sobre o andamento posterior do caso, e o Ministério Público Federal ainda não teria se manifestado sobre o pedido da polícia.
Documentos sob sigilo
Os ministros também buscam acesso a documentos que permanecem sigilosos no caso Master. Entre eles está a íntegra das conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal informa que entregou a diligência lacrada aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Paulo Gonet, titular da PGR, é mencionado em relatórios da PF elaborados a partir do conteúdo retirado do aparelho de Vorcaro. Conforme esses documentos, ele teria participado com o filho de uma degustação de whisky custeada pelo antigo dono do Banco Master.



