A direção nacional do PT reduz os repasses financeiros para a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A decisão leva os coordenadores a demitir integrantes da equipe de marketing e a interromper o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais do candidato.
Os cortes são confirmados por Otávio Antunes, marqueteiro da campanha petista no Estado. A medida é interpretada internamente como “um movimento de desmobilização”.
Recursos da campanha
Dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o PT já transferiu 15 milhões de reais do fundo eleitoral para a campanha de Haddad. O valor representa praticamente toda a receita declarada pelo candidato.
As despesas somam cerca de 12,2 milhões de reais. Desse total, quase 53%, o equivalente a 6,5 milhões de reais, foram destinados à contratação da Urissane Comunicação, agência pertencente a Antunes e que historicamente presta serviços ao PT.
A direção nacional do partido é questionada sobre a decisão de reduzir os recursos da campanha em São Paulo, Estado considerado importante também para a reeleição de Lula no plano nacional, mas não responde até a publicação das informações.
Disputa pelo governo paulista
Os cortes ocorrem durante um período delicado da eleição. Levantamentos recentes de intenção de voto indicam a possibilidade de definição do pleito já no primeiro turno.
Na pesquisa mais recente do Datafolha, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 29% nos cenários simulados de primeiro turno. No levantamento anterior, Tarcísio tinha 45%, e o candidato petista, 27%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



